Como países lidam com a alta do petróleo em 2026
Últimas atualizações em 20/03/2026 – 01:12 Por AFP
Governos globais adotam medidas emergenciais, como subsídios e uso de reservas estratégicas, para conter a alta do petróleo Brent, que chegou a US$ 119 após ataques no Oriente Médio. As ações visam frear a inflação e garantir o abastecimento de combustíveis diante da instabilidade econômica.
Quais medidas o Brasil e os Estados Unidos tomaram?
O governo brasileiro anunciou isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel e subvenções para produtores. Já nos Estados Unidos, o governo Donald Trump estuda utilizar reservas estratégicas de petróleo e até flexibilizar restrições ao produto iraniano e russo para aumentar a oferta global e baixar os preços nas bombas, que atingiram níveis recordes.
Como a Argentina e outros vizinhos sul-americanos estão reagindo?
Ao contrário de outros vizinhos, a Argentina tem evitado intervenções diretas nos preços, com o presidente Javier Milei sugerindo que a alta pode até favorecer exportações do país. O Chile usa um mecanismo de estabilização para assumir parte das variações de custo, enquanto o Equador limita os reajustes mensais a um teto de 5% para evitar choques abruptos aos consumidores.
Por que a Ásia está sendo considerada a região mais afetada?
A Ásia depende fortemente do petróleo do Oriente Médio. Nas Filipinas, a jornada de trabalho foi reduzida para economizar energia. A China proibiu exportações de combustíveis refinados e usa estoques internos. Já o Japão retomou subsídios pesados e liberou reservas estratégicas para tentar evitar que a alta chegue ao preço dos alimentos e da energia elétrica.
O que países com poucas reservas, como o Paquistão, estão fazendo?
Nações em situação mais crítica adotam medidas drásticas de consumo. O Paquistão cortou pela metade o uso de combustível em veículos oficiais e incentivou o trabalho remoto. Países como Sri Lanka e Bangladesh chegaram a implementar racionamento estrito e até colocaram instalações de combustível sob controle militar para evitar protestos e garantir o abastecimento essencial.
Qual é a situação na Europa e o risco do Estreito de Ormuz?
Na Europa, os preços subiram até 14% em países como a Alemanha. Governos discutem limitar a frequência de reajustes nos postos e oferecer auxílio financeiro às famílias. O maior temor global é o fechamento do Estreito de Ormuz, um canal vital por onde passa grande parte do petróleo mundial; se o fluxo for interrompido, a atual crise de preços pode se transformar em falta generalizada de produto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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