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Como Dilma está ajudando a Rússia a contornar sanções do Ocidente

Últimas atualizações em 20/09/2026 – 22:05 Por AFP


No último dia 11, a ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos Brics, se reuniu com o ditador russo Vladimir Putin e afirmou que a instituição encontrou um “caminho” para retomar as operações com a Rússia, suspensas desde 2022 após a invasão da Ucrânia.

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Na ocasião, Dilma classificou como uma “profunda injustiça” a situação enfrentada pela Rússia dentro do banco e afirmou que o país sempre desempenhou um papel decisivo e agiu com “integridade perante a instituição”. “Infelizmente, por diversas razões, as coisas aconteceram como aconteceram. Mas agora, parece-me, encontramos o caminho certo para corrigir essa injustiça”, disse a ex-presidente.

Desde que Dilma assumiu o comando do Banco dos Brics, em abril de 2023, a instituição intensificou sua estratégia de financiamento em moedas locais, passou a desenvolver ainda mais instrumentos destinados a reduzir sua dependência dos grandes centros financeiros tradicionais e, agora, começou a buscar uma fórmula para voltar a financiar projetos russos sem expor o próprio banco aos riscos das sanções ocidentais.

Em maio, autoridades russas já haviam anunciado que Moscou e o Banco dos Brics tinham encontrado “soluções” para retomar o financiamento de projetos no país. Na ocasião, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse que tais mecanismos foram desenhados para “minimizar” os riscos da relação com Moscou e poderiam movimentar “bilhões de dólares”.