Cláudio Castro se defende após ser alvo de operação da PF
Últimas atualizações em 16/05/2026 – 01:28 Por Gazeta do Povo | Feed
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se defendeu em um vídeo publicado nas redes sociais após ser alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15).
Castro é investigado por um suposto esquema de sonegação de impostos através do setor de combustíveis, que teria beneficiado o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, considerado o maior devedor contumaz do país, com débitos de R$ 26 bilhões.
Ele classificou as acusações como “ilações irresponsáveis” e afirmou que sua gestão foi a única que teve êxito em cobrar impostos da Refit.
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“Conseguimos garantir um acordo que já devolveu mais de 1 bilhão de reais aos cofres públicos. Então pergunto: quem estaria beneficiando devedores e ao mesmo tempo sendo o único a conseguir cobrar o pagamento de dívidas?”, disse.
Pré-candidato ao Senado, Castro também insinuou que a operação da PF teria sido motivada pela proximidade das eleições. “Em anos de eleição, infelizmente, esse expediente sempre é usado. Isso é triste, muito triste. Mesmo assim, continuo acreditando na justiça do meu país hoje e sempre”, afirmou.
A investigação aponta uma “participação estreita” de Castro com Magro, citando inclusive uma viagem a Nova York patrocinada pela Refit. O ex-governador rebateu, afirmando que sua presença nos Estados Unidos ocorreu em razão de um fórum promovido pela revista Veja.
Ele destacou que o evento contou com a participação de diversas autoridades do Legislativo e do Judiciário, mencionando nominalmente o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que teria aberto o evento.
“O que tenho a ver com o patrocinador privado de um evento promovido por uma revista?”, questionou. Para a autoridade policial, a máquina pública do Rio foi direcionada para atuar como uma “extensão da estrutura empresarial” da Refit.
Outro pilar da acusação é a sanção da Lei Complementar 225/2025, que a PF alega ter sido feita “sob medida” para que a Refit renegociasse suas dívidas. Castro afirmou que a lei seguiu uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Confaz), aprovada por unanimidade pelos 27 estados.
“Mais um absurdo, A verdade é que, antes mesmo da criação dessa lei, essa empresa já possuía um acordo de pagamento com o Estado, o que prova que não há relação entre os fatos”, enfatizou o ex-governador.
A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e na suspensão das atividades das empresas investigadas.
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