Carla Zambelli é solta na Itália após decisão que anulou extradição
Últimas atualizações em 22/05/2026 – 19:09 Por Gazeta do Povo | Feed
Advogado de defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli, Fabio Pagnozzi, informou com exclusividade à Gazeta do Povo que após a decisão que anulou a extradição a parlamentar foi solta pela justiça italiana. Um pedido de soltura protocolado por seus advogados que seria analisado na semana que vem foi adiantado, de acordo com Pagnozzi.
nesta sexta-feira (22), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Segundo Pagnozzi, a Corte reconheceu seu status de “perseguida política” e ela poderá ser solta e ir para sua casa, em Roma. A decisão também levou em consideração problemas de saúde como as já conhecidas condições cardiológicas, depressão e fibromialgia, de acordo com ele.
“Conseguimos que não fosse extraditada a pessoa mais perseguida do Brasil. Amanhã ela pode voltar para casa como uma mulher livre”, disse Pagnozzi ao programa Sem Rodeios da Gazeta do Povo no Youtube. Clique e assista à entrevista.
Presa desde julho de 2025 na Itália, Carla foi julgada no Brasil por suposto financiamento a uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mesmo com a decisão desfavorável à extradição, a palavra final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que tem até um mês e meio para se posicionar.
O processo no Brasil rendeu à parlamentar uma condenação a 10 anos de prisão. Outro réu, o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como “Hacker de Araraquara”, foi condenado a oito anos e três meses e já progrediu para o regime aberto.
Moraes pediu extradição acelerada
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores adotassem as medidas necessárias para dar andamento à extradição de Zambelli.
O ministro levou em conta um ofício do próprio governo que informava sobre o resultado do julgamento em Roma, autorizando a remoção da ex-parlamentar ao Brasil.
A defesa alegou parcialidade de Moraes, falta de condições prisionais dignas no Brasil e ausência de equivalente na Itália ao delito de invasão de dispositivo informático para pedir a anulação do julgamento. Todos os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela Corte de Apelação de Roma, decisão que acabou revertida na Corte de Cassação.
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