Caminhão tomba e 54 imigrantes morrem no México

Pelo menos 54 migrantes morreram nesta quinta-feira (9) depois que uma carreta na qual viajavam clandestinamente se chocou contra um muro e tombou em uma estrada do estado mexicano de Chiapas, informaram fontes do Ministério Público estadual.

Outras 60 pessoas ficaram feridas segundo um boletim do MP de Chiapas, estado fronteiriço com a Guatemala e principal ponto de acesso de migrantes em situação irregular no sul mexicano.

O presidente mexicano, Andrés Lopez Obrador, lamentou o acidente em uma mensagem em rede social: “Lamento profundamente a tragédia causada pelo capotamento de uma carreta em Chiapas, que transportava migrantes centro-americanos. É muito doloroso. Envio um abraço às famílias das vítimas”, escreveu.

Também o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, se pronunciou. Segundo informações iniciais, alguns dos falecidos seriam daquele país.

“Lamento profundamente a tragédia no Estado de Chiapas e simpatizo com os familiares das vítimas, a quem oferecemos toda a assistência consular necessária, incluindo repatriações”, escreveu Giammattei.

Segundo a agência France Presse, até o momento as autoridades não informaram a nacionalidade das vítimas, que viajavam amontoadas dentro da carroceria do caminhão, cujo motorista teria perdido o controle devido ao excesso de velocidade, detalham as autoridades locais.

Por determinação da presidência, a coordenadora nacional de Proteção Civil do México, Laura Vázquez, está se dirigindo ao local com uma equipe para ajudar nos trabalhos.

O governador do Estado Rutilio Escandón confirmou o acidente, ocorrido em um trecho da rodovia que liga a cidade de Chiapa de Corzo à capital Tuxtla Gutiérrez, e expressou sua solidariedade às vítimas.

“Eu instruí para dar atenção e assistência imediata aos feridos. As responsabilidades serão determinadas de acordo com a lei”, escreveu Escandón em sua conta no Twitter.

O transporte de migrantes em caminhões é um dos métodos mais comuns usados por traficantes de pessoas para introduzir essas pessoas em território mexicano, com o objetivo de chegar à fronteira norte do país e tentar atravessar para os Estados Unidos, diz ainda a AFP.

AIN, AFP, GLOBO, REDE GNI

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