Bukele diz ter plano para dar liberdade condicional a até 50% dos presos de El Salvador
Últimas atualizações em 14/10/2026 – 23:27 Por AFP
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou nesta terça-feira (13) que seu governo prepara um plano para conceder liberdade condicional a até 50% dos presos acusados de colaborar com gangues criminosas no país. A proposta prevê a libertação antecipada de detentos que tiveram participação menos grave nas atividades desses grupos, mas que continuarão sob vigilância das autoridades.
“Temos um plano que, acredito, beneficiaria cerca de 50% dos presos que colaboraram com gangues, com uma libertação antecipada. Ou seja, a pessoa é culpada, mas seria libertada condicionalmente”, declarou Bukele durante uma coletiva de imprensa na sede do governo, em San Salvador.
O presidente explicou que o governo pretende analisar individualmente os casos dos presos para distinguir aqueles que participaram diretamente de crimes graves dos que prestaram ajuda às gangues enquanto viviam sob o domínio dessas organizações.
Bukele citou como exemplo a diferença entre alguém que ajudou criminosos a enterrar um cadáver e um jovem que avisava aos integrantes das gangues quando policiais se aproximavam. Segundo ele, os dois cometeram crimes, mas o grau de responsabilidade de cada um precisa ser levado em consideração.
O mandatário lembrou que, antes da ofensiva de seu governo contra as gangues, muitas comunidades salvadorenhas viviam sob o controle de grupos criminosos, que colocavam regras à população por meio de ameaças e violência. Segundo Bukele, é necessário considerar essa realidade ao avaliar os casos. O presidente argumentou que não se pode tratar da mesma maneira aqueles que exerciam o controle violento sobre as comunidades e as pessoas que tentavam sobreviver sob o domínio dos criminosos.
Segundo o presidente, os beneficiados pela medida continuariam sendo considerados culpados dos crimes pelos quais foram condenados, mas poderiam cumprir o restante de suas penas fora da prisão, sob monitoramento das autoridades.
Bukele não informou quando as libertações poderão começar, quantas pessoas seriam beneficiadas ou quais regras de vigilância seriam aplicadas. O governo também não esclareceu se o plano precisará de mudanças na legislação.
A proposta está sendo anunciada quatro anos depois do início da ofensiva de Bukele contra as gangues Mara Salvatrucha (MS-13) e Barrio 18. Desde março de 2022, quando o governo de Bukele decretou um regime de exceção para combater esses grupos criminosos, mais de 93 mil pessoas foram presas sob acusação de integrar ou colaborar com organizações criminosas.
A operação reduziu drasticamente os índices de homicídios em El Salvador, segundo dados oficiais. Em contrapartida, organizações de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias e mortes de detentos sob custódia do Estado. Bukele afirma que a medida foi necessária para recuperar o controle de regiões antes dominadas pelas gangues. O presidente disse que, antes de seu governo, El Salvador vivia sob uma ditadura do crime.
Mundo
Sob a licença da Creative Commons (CC) Feed
Redes Sociais:
Canal no Telegram: https://t.me/GrupodeNoticiasInternacionais
https://www.facebook.com/www.redegni.com.br/
https://www.instagram.com/redegnioficial/
https://gettr.com/user/redegni
https://x.com/redegni
