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Brasil, México e Espanha dizem que aumentarão ajuda a Cuba

Últimas atualizações em 18/04/2026 – 20:20 Por Gazeta do Povo | Feed


Os governos do Brasil, da Espanha e do México, encabeçados pelos esquerdistas Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum, respectivamente, divulgaram neste sábado (18) um comunicado no qual se comprometeram a “incrementar” a “resposta humanitária” à crise em Cuba, que vive seu pior momento em 67 anos de comunismo.

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Na nota, divulgada ao final do fórum Mobilização Progressista Global, que teve presença dos três presidentes em Barcelona, os mandatários esquerdistas manifestam “enorme preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e para que sejam evitadas ações que agravem as condições de vida da população ou que violem o Direito Internacional”.

“Comprometemo-nos a incrementar de maneira coordenada nossa resposta humanitária, visando aliviar o sofrimento do povo cubano”, afirma o comunicado.

Sem mencionar a repressão a que o regime castrista submete a população de Cuba desde 1959, nem o desastre econômico causado pela ditadura comunista, os três governos reiteram no comunicado “a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o Direito Internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”.

“[Brasil, México e Espanha] reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse sentido, apelam a um diálogo sincero e respeitoso, em conformidade com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual e garantir que o próprio povo cubano decida seu futuro em plena liberdade”, acrescentaram.

No final de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.

Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.

Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa [operação no país], e é possível que façamos uma parada em Cuba uma vez que tenhamos concluído isso [a guerra no Irã]”, disse Trump esta semana a jornalistas na Casa Branca.

Na quarta-feira (15), o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba.

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A Gazeta do Povo é um jornal sediado em Curitiba, Paraná, e é considerado o maior e mais antigo jornal do estado. Apesar de ter cessado a publicação diária em formato impresso em 2017, o jornal mantém suas notícias diárias online e semanalmente em formato impresso. O jornal é publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).