Bispos católicos dos EUA lideram orações contra referendos de aborto em quatro estados

Últimas atualizações em 16/10/2026 – 12:17 Por Gazeta do Povo | Feed


Lideranças da Igreja Católica em Nevada, Virgínia, Idaho e Missouri intensificam campanhas de conscientização e mobilização espiritual antes das votações decisivas de 3 de novembro de 2026. Os bispos convocam fiéis para jornadas de oração e jejum, buscando influenciar o resultado de referendos populares que podem consagrar o direito ao aborto em constituições estaduais ou revogar normas vigentes.

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Qual é a estratégia dos bispos para influenciar as votações estaduais?

A atuação da Igreja foca na formação da consciência dos eleitores por meio de cartas pastorais, homilias e distribuição de materiais informativos nas paróquias. Em estados como Nevada e Virgínia, os bispos orientam os fiéis a votarem ‘não’ para propostas que consideram extremas, utilizando anúncios em jornais e mobilizações para registrar eleitores, incluindo idosos e estudantes. O esforço vai além do discurso político, engajando as comunidades em práticas religiosas como o jejum e a oração, acreditando que essas ações são fundamentais para enfrentar o que definem como questões morais graves.

Como o referendo de Nevada pode alterar a legislação atual?

Em Nevada, a proposta busca elevar o aborto ao status de direito fundamental na constituição estadual. Atualmente, a lei local permite o procedimento até a 26ª semana de gravidez, mas a nova emenda poderia permitir o acesso até o nono mês, caso um profissional de saúde considere necessário para proteger a vida ou a saúde da mãe. O arcebispo George Leo Thomas alerta que a falta de definições claras para o termo ‘saúde’ e a substituição da exigência de um médico por ‘profissional qualificado’ podem abrir brechas perigosas, além de ameaçar leis que exigem a notificação dos pais em casos de menores.

O que está em jogo nas consultas populares em Idaho e Virgínia?

Na Virgínia, a disputa gira em torno da criação de um direito à ‘liberdade reprodutiva’ na constituição, o que as dioceses afirmam que permitiria abortos de bebês saudáveis até o momento do nascimento. Em Idaho, o referendo visa substituir a atual proibição quase total do aborto por uma lei que estabelece o direito à interrupção da gravidez. Representantes católicos locais argumentam que ambas as iniciativas utilizam linguagem vaga sobre a ‘viabilidade fetal’, permitindo que o próprio profissional que realiza o aborto determine esse limite, o que poderia inviabilizar restrições legais futuras.