Bernie Ecclestone é preso por porte ilegal de arma em aeroporto de SP

Ex-chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone foi preso na noite de quarta-feira, às 21h30 (de Brasília) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo, por porte ilegal de arma, soube o GE em primeira mão. No Brasil há cerca de um mês, o ex-dirigente da maior categoria do automobilismo mundial estava embarcando para a Suíça em voo particular, quando a máquina de raio-x detectou uma pistola calibre 32, da marca LWSeecamp, sem documentação regular, dentro de sua bagagem, no bolso de uma camisa. A arma estava sem carregador e sem munição. Após pagamento de fiança de R$ 6 mil, o inglês de 91 anos foi liberado para seguir viagem.

Após receber voz de prisão, Ecclestone foi conduzido até a 4ª Delegacia de Apoio ao Turista (Deatur) da Polícia Civil no aeroporto. Ele alegou ser proprietário da arma de forma irregular, mas alegou não ter conhecimento que estava em sua bagagem pessoal. Em seguida, a autoridade policial determinou a prisão do ex-dirigente, que só foi liberado mediante pagamento de fiança. Ecclestone disse que comprou a pistola de um mecânico da Fórmula 1 há cinco anos. A arma seria mantida em sua fazenda no interior de São Paulo.

No Brasil desde o fim de semana de 1º de maio, Bernie Ecclestone esteve presente em vários eventos do automobilismo brasileiro no mês acompanhando a esposa Fabiana, vice-presidente para a América do Sul da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Primeiro, visitou a Copa Truck e o TCR South America em Interlagos. Depois foi a Brasília para a cerimônia de início das obras de reforma do Autódromo Nelson Piquet. Por último, esteve no Velocitta, em Mogi Guaçu, para acompanhar a quarta etapa da temporada 2022 da Stock Car.

Além das ligações com o automobilismo, Bernie é dono de uma fazenda em Amparo, no interior de São Paulo, a 178 quilômetros da capital, onde cultiva o café da marca Celebrity Coffee, que pertence a sua esposa. O dirigente, inclusive, passou a quarentena da pandemia da Covid-19 na propriedade de 200 hectares, que possui há 10 anos, ainda em 2020.

Cesar Galvão e Rafael Lopes — São Paulo e Rio de Janeiro

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