Assassino e impiedoso, Dr Jairinho tem o mandato cassado

O presidiário e agora ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Doutor Jairinho, conseguiu o que sempre foi impossível no velho Palácio Pedro Ernesto — a unanimidade.

Vereadores mais antigos não se recordam, pelo menos desde a década de 90, de uma concordância absoluta no conturbado enclave legislativo da Cinelândia.

Foram 49 votos a zero: só ficaram de fora o próprio alvo do processo e Gilberto Lima (PTC), que, segundo atestado médico, está em “repouso absoluto”.

A votação histórica da primeira cassação da Câmara do Rio também fez o Zero Dois Carlos Bolsonaro (Republicanos) embargar a voz e ir às lágrimas — mas, claro, só quando começou a falar do atentado ao pai, durante a campanha de 2018.

E quem já nem lembrava do rosto de Carlos teve a chance de matar as saudades (?!): o moço abriu uma exceção, e a câmera, ao declarar o seu voto — e demonstrar emoção — pelo aplicativo Zoom.

Enquanto acontecia a sessão, representantes de diferentes tribos faziam uma dança-manifesto na escadaria da Câmara. Nenhuma objeção a Jairinho — mas tudo contra as mudanças na demarcação de terras indígenas em votação no Congresso.

Berenice Seara e Aline Macedo | Extra – Rio


Edição: Ricardo Bueno | Rede GNI