Argentina designa Guarda Revolucionária do Irã como terrorista
Últimas atualizações em 01/04/2026 – 09:20 Por Gazeta do Povo | Feed
O governo da Argentina anunciou nesta terça-feira (31) que passará a designar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista.
No comunicado em que divulgou a decisão, a gestão Javier Milei citou o atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que matou 85 pessoas em 1994, e o ataque terrorista ocorrido dois anos antes na Embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou 29 mortos.
Em abril de 2024, a Sala II do Tribunal Federal de Cassação Criminal atribuiu ao Irã a responsabilidade pelos dois atentados, executados pelo grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do regime iraniano.
“Investigações judiciais e trabalhos de inteligência determinaram que ambos os atentados foram planejados, financiados e executados com a participação direta de altos funcionários do regime iraniano e agentes da Guarda Revolucionária”, afirmou o governo argentino nesta terça-feira.
“Como resultado, os tribunais argentinos emitiram alertas vermelhos da Interpol contra vários cidadãos iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, recentemente nomeado chefe da Guarda Revolucionária Islâmica”, acrescentou.
A gestão Milei afirmou que essa designação possibilita a aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais destinadas a limitar a capacidade de atuação da Guarda Revolucionária na Argentina, “protegendo, ao mesmo tempo, o sistema financeiro argentino de ser utilizado para fins ilícitos”.
“O presidente Javier Milei espera que esta decisão quite uma dívida histórica de mais de 30 anos com as famílias das vítimas [dos atentados de 1992 e 94] e reafirma seu compromisso com a luta contra o crime organizado e o terrorismo, mantendo a convicção inquebrável de reconhecer os terroristas pelo que são”, apontou o comunicado.
Com a designação do governo argentino, agora 18 países e a União Europeia consideram a Guarda Revolucionária do Irã uma organização terrorista. Na América do Sul, Equador e Paraguai já haviam tomado tal medida.
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