Após culpar guerra por ‘onda azul’, Trump diz que ‘talvez’ tenha que destruir o Irã
Últimas atualizações em 05/11/2026 – 19:02 Por G1 Mundo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante um comício de campanha para as eleições de meio de mandato, no Ocean Center, em Daytona Beach, na Flórida, em 30 de outubro de 2026. — Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã não irá fazer "nada" em seu programa nuclear sem a aprovação dos EUA. A declaração foi dada nesta quinta-feira (5).
"Eles não vão fazer nada sem a nossa aprovação", afirmou a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca. "Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve". Ele havia sido questionado sobre propostas feitas ao Irã por mediadores a respeito do futuro do seu programa nuclear.
Na quarta-feira (4), O Trump afirmou que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do partido Republicano nas midterms, eleições de meio de mandato que definem a Câmara e parte do Senado. Questionado se o ataque valeu a pena, respondeu que sim. "Bem, não há escolha… Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir.”
O presidente dos EUA também concordou com seu vice, J.D. Vance, sobre a culpa do conflito no resultado das eleições. "Bem, acho que isso é em grande parte verdade, porque fez a gasolina subir um pouco no curto prazo, e provavelmente é verdade. Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, eu teria que fazer de novo, porque, a longo prazo, é a única resposta. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear".
Trump ainda afirmou que "provavelmente se dará bem" com os democratas, mas lembrou que possui poder de veto.
"Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que queiram ser destrutivos, mas nós temos poder de veto. Então, se não gostarmos do que estão fazendo…", declarou Trump. "Eles já ligaram e querem conversar sobre as coisas, e tudo bem".
Guerra no Irã aumentou custo de vida
A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos na véspera das midterms mostrou que cerca de 48% dos eleitores americanos apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar nas eleições de meio de mandato.
Além disso, apenas 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% dizem que não valeu. Outros 18% não tinham certeza.
Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e, após os ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade.
Fonte: G1 Mundo
