Anitta faz coisas que beiram à pornografia dizendo ser música

O jornalismo parece que terminou. Alguns sábios falam em “velha imprensa”. Sim, “velha imprensa” porque não publica o que lhes convém. Então vamos mudar.

A “cantora” Anitta quer, de repente, parecer a paladina da moralidade no Brasil. Ganhou fama no mundo ao ser a primeira no Top Global do Spotify com a “música”  “Envolver”. A coreografia da “música” viralizou nas redes sociais do mundo inteiro. Um sucesso internacional. Anitta é o grande nome internacional da música brasileira. O quê? Ninguém em sã consciência tem coragem de dizer tal estupidez. Mas, seja lá como for, sejam quais forem os critérios de julgamento, a “cantora” brasileira é oficialmente a “cantora” mais ouvida no mundo. Neste momento, num dia da semana passada, ela disse que necessitava de palavras para explicar o que sentia: “Meu Deus, acho que preciso esperar um pouco!”. Não sabia dizer qual a sensação de ser a primeira brasileira na história a ter uma música mais tocada no mundo.

A coreografia da “música” é estar deitada no chão, de bruços, e erguer a parte traseira do corpo como se estivesse transando. Claro, os trajes usados são mínimos. Melhor seria sem nada, para escancarar algo que soa como pornografia pura. Afinal, é só isso que a “cantora” Anitta sabe fazer? Ela sabe cantar? Tem voz suficiente para cantar? Por que precisa “cantar” sempre seminua, mostrando praticamente todas as partes íntimas do corpo e com gestos provocativos à plateia especialmente masculina? Esse é o universo da grande “cantora” do Brasil. Talvez nem valesse a pena comentar esse assunto. Mas é muita badalação para enaltecer um espetáculo que, no fundo, soa como deprimente, uma coisa que rebaixa a dignidade da própria mulher que, agora, ela diz defender. No dia do seu show da Coachella, na terça-feira, 5, nos Estados Unidos – é um show mesmo – mas para mostrar que a mulher é apenas um objeto, mais nada. Algo para dar prazer, para usar, se ela estiver disponível no momento.

Nesse dia, Anitta estava na capa da revista Nylon, que foi distribuída no evento. Mas Anitta, aí com razão, repudiou a manchete da revista, a seguinte: “No Brasil, todo mundo quer se divertir e transar e eu quero trazer minha energia para cá”. Segue-se uma foto da “artista” de corpo inteiro, ocupando a capa inteira da revista com o nome de Anitta em grandes letras amarelas. Dizendo-se indignada, usou toda a rede social para rebater a chamada da revista, dizendo que essa declaração estava fora do contexto. Nervosa e com raiva, mostrou-se perplexa, dizendo sempre que a frase que serviu de manchete foi pinçada de uma conversa de mais de duas horas. Anitta afirma que não tem como controlar coisas assim e que discutirá o assunto com seu assessor de imprensa Paulo Pimenta. Ela diz que, se conseguisse evitar essas publicações, se pudesse, ela diria: “Se eu pudesse controlar essas notícias, meu amor, sabe quando iam fazer sensacionalismo comigo? Na p*** que p****! Mano, estou soltando fogo pelo nariz. Meu Deus, tira de mim todo este ódio!”

Compreende-se o que pode se dizer como indignação de Anitta. Mas Anitta foi sempre assim, desde o início de sua carreira, fez coisas assim, que beiram à pornografia dizendo ser música, nesse cenário deplorável de “músicas” de um tremendo mau gosto, a ignorância total em qualquer sentido da arte musical, da composição. É tudo apelativo. E Anitta, infelizmente, sempre esteve metida nisso. Sempre. Tudo indica que a ordem é cantar com as curvas do corpo, com a bunda especialmente, sugerindo o que se possa imaginar. Esse “sucesso” mundial, “cantado” em espanhol, do jeito que se apresenta, é pornografia. Saibam os leitores desta coluna que este colunista nada tem de puritano ou moralista. Muito pelo contrário. Mas muito pelo contrário mesmo. Mas é preciso saber até onde se pode chegar numa apresentação que se diz “artística”. No campo da música “brasileira” atual, a mediocridade é absoluta. A música popular brasileira foi levada a um caos de pura ignorância como nunca se viu. Claro, esse ridículo é ajudado por um jornalismo que pode ser qualquer coisa, menos jornalismo sério. De uma vulgaridade que causa constrangimentos. E Anitta está no meio disso, ela e outras iguais. Parece que ser medíocre virou coisa chique.

Por Álvaro Alves de Faria | Jovem Pan


 

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