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Agora é oficial: EUA afirmam que documentos sobre a entrada de Filipe Martins em solo americano são falsos.

Últimas atualizações em 22/08/2026 – 10:31 Por Redação GNI

Agora é oficial: EUA afirma que documentos da “entrada” de Filipe Martins, em solo americano, são falsos

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Um juiz federal americano, Gregory A. Presnell, concluiu que o registro de imigração usado pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, são falsos.

Os documentos indicavam que Martins teria entrado nos EUA em 30 de outubro de 2022 — mesma data em que Bolsonaro viajou a Orlando — e essa suposta viagem foi o principal argumento de Moraes para justificar a prisão, sob a tese de risco de fuga. Martins ficou preso quase seis meses em 2024.

O caso veio à tona porque Martins entrou com uma ação nos EUA, com base na Lei de Liberdade de Informação, para descobrir quem criou o registro falso.

Durante audiência em março, cuja transcrição a Folha obteve, Presnell criticou duramente as agências americanas por não explicarem como o erro ocorreu e por tentarem manter os documentos em sigilo — classificando os argumentos do governo como “sem sentido” e “absurdos”.

Ele determinou que a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) entregue documentos que identifiquem os responsáveis pela inserção do dado falso no sistema e onde essas pessoas residem.

Vale lembrar que as primeiras notícias sobre a suposta viagem surgiram em reportagens do Metrópoles em 2023. Em dezembro de 2025, Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista — decisão que agora ganha um novo elemento de contestação com essa revelação sobre a fraude no documento migratório.

Léo Vilhena

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Redação GNI

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