Advogado de Lulinha não vê influência política em mudança na PF
Últimas atualizações em 16/05/2026 – 07:34 Por Gazeta do Povo | Feed
Advogado e amigo da família Lula, o jurista Marco Aurélio de Carvalho disse nesta sexta-feira (15) não ver influência política na troca do comando das investigações sobre as fraudes no INSS pela Polícia Federal (PF). Segundo ele, o presidente da República é um defensor das instituições, portanto não seria diferente sua relação com a corporação.
“O presidente Lula defendeu sempre as instituições, não seria diferente em relação à Polícia Federal. O (ex-presidente Jair) Bolsonaro fez exatamente o contrário, trocou o comando da PF para sequestrar a instituição com objetivos político-eleitorais”, declarou Carvalho.
Polícia Federal (PF) substituiu o delegado Guilherme Figueiredo Silva, responsável por apurar fraudes no INSS e autor do pedido de investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente. A oposição viu possível influência política do presidente da República na substituição e tem interesse em ouvir o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O delegado chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e conduzia o inquérito sobre as fraudes em aposentadorias desde que o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado de investigados. A substituição teria ocorrido a pedido do próprio policial, que pretende retornar a Minas Gerais, seu estado de origem.
Procurada, a PF negou a troca de equipe da Operação Sem Desconto, dizendo que houve apenas uma troca da coordenação, saindo da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF), onde foram instaurados inicialmente, para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF).
Elo de Lulinha e Careca do INSS
A PF investiga o suposto elo entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além de uma viagem planejada pelo filho do presidente à Espanha. Apura-se a existência de uma triangulação de recursos e o uso de empresas de fachada em um esquema bilionário de fraudes previdenciárias. A CPMI do INSS viu indícios de crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva.
O delegado substituído foi o responsável pelo pedido de prisão do “Careca do INSS”. A defesa de Lulinha, por sua vez, criticava a condução do caso, alegando falta de embasamento probatório para a investigação e argumentando pelo arquivamento.
Embora Lulinha admita conhecer o suspeito e ter viajado com ele para Portugal, nega qualquer irregularidade e disse que o conheceu através de uma amiga em comum e com intenção de tratar de negócios da cannabis medicinal. Os dados da quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha expuseram movimentações financeiras milionárias.
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