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Ações do sistema para blindar Lula e o PT de investigações de corrupção

Últimas atualizações em 20/08/2026 – 02:34 Por Gazeta do Povo | Feed


Especialistas apontam que uma engrenagem institucional em Brasília atua para blindar o governo do presidente Lula e o PT contra desgastes políticos e sobressaltos judiciais. O esforço envolve órgãos como a AGU, a PGR e o Congresso Nacional, que utilizam manobras burocráticas e estratégias de comunicação para frear o avanço de apurações sobre escândalos, incluindo casos ligados a familiares do presidente.

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Como o ministro André Mendonça tem sido pressionado no STF?

O ministro André Mendonça enfrenta resistências internas no Supremo Tribunal Federal ao conduzir investigações sensíveis ao governo, como as que envolvem o Banco Master e desvios no INSS. No primeiro caso, colegas como Gilmar Mendes levantaram suspeitas sobre a validade das apurações. Mendonça chegou a declarar publicamente que existe um sistema articulado tentando criar vícios processuais para anular as investigações. O cenário se agravou quando a Polícia Federal tentou redistribuir inquéritos que chegavam perto do filho do presidente, o Lulinha, para outros relatores.

Qual é o papel da AGU e da PF nas apurações contra Lulinha?

Durante as investigações sobre tráfico de influência envolvendo Fábio Luiz, o Lulinha, a Polícia Federal trocou os delegados responsáveis pelo caso ao menos três vezes. Para evitar interferências, o ministro André Mendonça exigiu que qualquer nova mudança na equipe fosse autorizada por ele e que todo o material bruto apreendido fosse enviado diretamente ao seu gabinete. Em resposta, a Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União para contestar essas ordens no STF. Analistas veem nisso um desvio de função da AGU, que estaria sendo usada para defender interesses particulares da família presidencial.

De que forma a PGR e o Congresso Nacional auxiliam nessa blindagem?

Sob a gestão de Paulo Gonet, a Procuradoria-Geral da República tem adotado uma postura contida, funcionando como um filtro que desacelera inquéritos contra aliados do governo. Gonet chegou a negar buscas em gabinetes de líderes governistas, ordens que Mendonça acabou autorizando por conta própria. Já no Legislativo, as cúpulas da Câmara e do Senado travam a instalação de CPIs, como a do Banco Master, mesmo com assinaturas suficientes. A proximidade política de lideranças como Hugo Motta e Davi Alcolumbre com o Palácio do Planalto é apontada como o principal motivo para esse travamento.