Aliança Paraguai e EUA: Acordos de segurança e inteligência artificial

Últimas atualizações em 23/10/2026 – 03:12 Por AFP


O governo de Santiago Peña consolidou nesta semana uma série de acordos estratégicos com os Estados Unidos voltados à segurança e tecnologia. As medidas, anunciadas após a visita do vice-secretário americano Christopher Landau a Assunção, envolvem desde o combate ao crime organizado na Tríplice Fronteira até a construção de infraestrutura para inteligência artificial movida pela energia de Itaipu.

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Quais são os novos investimentos previstos para a área de segurança no Paraguai?

Os Estados Unidos destinarão US$ 5,5 milhões para apoiar um novo centro antiterrorista e reforçar a segurança nas fronteiras, além de enviar um assessor especializado em contraterrorismo para atuar em Assunção. Outro montante de US$ 6,25 milhões será aplicado no combate ao crime organizado transnacional. Um marco importante é a abertura de um escritório regional do Escritório de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL) na capital paraguaia, que servirá como um centro de coordenação para programas americanos em todo o Cone Sul, fortalecendo a repressão ao tráfico de drogas.

Como os dois países pretendem colaborar nos setores de tecnologia e energia?

A parceria avança para o campo da inteligência artificial (IA) com um acordo entre as empresas Crusoe e Araico para construir um datacenter no Paraguai. O projeto utilizará a energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu, compartilhada com o Brasil. Além disso, a Uranium Energy Corp investirá US$ 12 milhões no desenvolvimento de reservas de urânio em solo paraguaio. Os governos também iniciaram negociações para o chamado Acordo 123, um tratado de cooperação nuclear civil que permite a transferência de tecnologia e equipamentos nucleares americanos para fins pacíficos.

O que muda na presença de militares americanos em território paraguaio?

Um acordo assinado no fim de 2025, conhecido como SOFA, estabelece as regras para a permanência temporária de tropas dos EUA no país. Esse tratado facilita a realização de treinamentos conjuntos, missões humanitárias e exercícios militares coordenados. O documento garante privilégios e imunidades aos profissionais americanos, permitindo que os Estados Unidos mantenham a jurisdição penal sobre seu pessoal durante o serviço. O presidente Santiago Peña defende que essa cooperação é vital para modernizar as forças nacionais e enfrentar de forma soberana as ameaças regionais.