Ataque ao aeroporto de Riad deixa mortos e abala Arábia Saudita

Últimas atualizações em 11/10/2026 – 02:51 Por AFP


Um ataque com mísseis e drones realizado pelos rebeldes houthis atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no último sábado (10). A ofensiva deixou pelo menos 12 mortos e 309 feridos, paralisando o principal centro de conexões aéreas da Arábia Saudita. O episódio escancara as fragilidades militares do reino e coloca em risco o plano de modernização econômica Vision 2030.

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Qual foi a gravidade dos ataques e o impacto imediato no aeroporto?

As explosões ocorreram por volta das 15h, atingindo o terminal principal e provocando pânico imediato e a evacuação de centenas de passageiros. O balanço de vítimas aponta pelo menos 12 mortos de diversas nacionalidades, incluindo sauditas, um americano e cidadãos de países vizinhos, além de mais de 300 feridos. Como consequência direta, grandes companhias internacionais como Lufthansa e Air India suspenderam seus voos para o país. No cenário econômico, o mercado reagiu prontamente à instabilidade, com o preço do petróleo Brent subindo mais de 5% logo após as notícias do bombardeio.

Como as decisões geopolíticas recentes fragilizaram a defesa saudita?

Analistas apontam que a Arábia Saudita cometeu erros estruturais, como o rompimento da aliança militar com os Emirados Árabes Unidos após um incidente envolvendo caças sauditas. Essa separação gerou um vácuo de poder no Iêmen, desarticulando o comando das forças aliadas e permitindo o avanço das milícias houthis. Sem uma transição eficiente, o combate aos rebeldes perdeu força. Além disso, o reino não se preparou adequadamente para enfrentar o armamento avançado do grupo inimigo, que agora demonstra capacidade técnica para atingir grandes centros urbanos e infraestruturas vitais.

Qual é o papel dos Estados Unidos e de Donald Trump neste conflito?

Apesar de ser um aliado histórico, o governo americano adotou uma postura de distanciamento sob o comando de Donald Trump. O príncipe Mohammed bin Salman tentou, por duas vezes, convencer Trump a realizar ataques preventivos contra os houthis, mas o presidente americano recusou a intervenção direta. Em vez disso, Washington optou por negociar secretamente com os rebeldes em Omã para garantir apenas a segurança de seus próprios navios no Mar Vermelho. Essa cautela americana deixou as forças sauditas expostas, já que elas não foram projetadas para sustentar guerras sozinhas sem o apoio dos EUA.