Nos Estados Unidos, mulher sobrevive a duas injeções letais
Últimas atualizações em 01/10/2026 – 07:32 Por Redação GNI
As autoridades do Tennessee não conseguiram executar Christa Gail Pike nesta quarta-feira (30) por um assassinato cometido em 1995, mesmo após a administração de duas doses de um medicamento letal. Um especialista em pena de morte afirmou que se trata de uma falha sem precedentes.
Pike permaneceu viva e roncando alto após a tentativa de execução por injeção letal e foi retirada da prisão em uma ambulância, segundo seus advogados.
Após o incidente, a prisioneira foi levada ao hospital, porém não se havia notícias sobre seu estado de saúde. “Não fomos informados sobre seu estado de saúde”, disseram os advogados de Pike em comunicado.
Leia abaixo mais detalhes sobre como foi a tentativa de execução de Christa Pike.
Após a falha na execução de Pike, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente e também suspendeu as execuções no estado até o fim do ano —havia apenas uma outra pena de morte planejada.
Pike, de 50 anos, estava programada para ser executada às 10h de quarta-feira pelo assassinato que cometeu aos 18 anos e seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Um tribunal de apelações suspendeu a injeção letal apenas uma hora antes do horário previsto, mas horas depois a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a suspensão.
“Não sentimos satisfação em estar certos, mas as preocupações levantadas pela senhora Pike se mostraram verdadeiras: acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado, ausência de atendimento médico de emergência quando as coisas inevitavelmente dão errado, tudo isso sob um protocolo que continua envolto em sigilo.”

