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Ditaduras terceirizam assassinatos para grupos criminosos

Últimas atualizações em 27/09/2026 – 19:25 Por AFP

Regimes autoritários que assassinam diretamente adversários políticos no exterior não são novidade: basta lembrar da execução do ex-líder comunista soviético Leon Trótski por um agente espanhol da NKVD (antecessora da KGB), crime ocorrido em 1940 na Cidade do México sob encomenda do então ditador Josef Stálin.

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Um fenômeno mais recente, porém, são governos repressores encomendarem assassinatos de desafetos em outros países a organizações criminosas.

Um relatório divulgado este mês pelo think tank americano Soufan Center afirmou que Irã, Rússia e Índia estiveram envolvidos em pelo menos 12 assassinatos ou tentativas com o uso de organizações criminosas nos últimos dez anos.

“O modelo ‘antigo’ — no qual Estados financiavam e orientavam grupos terroristas para promover objetivos geopolíticos — está dando lugar a uma ‘nova’ arquitetura: Estados que recorrem cada vez mais a redes do crime organizado para realizar assassinatos, sabotagem e operações encobertas de influência”, escreveu a autora do estudo, Jessica Davis, presidente da consultoria Insight Threat Intelligence, pesquisadora de pós-doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Calgary e pesquisadora sênior visitante no Soufan Center.