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Paulo Gonet e Banco Master: Conselho do MPF analisa mensagens da PF

Últimas atualizações em 25/09/2026 – 02:33 Por Gazeta do Povo | Feed


O Conselho Superior do Ministério Público Federal avalia nesta sexta-feira (25) a situação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O colegiado debate se ele deve continuar à frente de investigações ligadas ao Banco Master após a Polícia Federal encontrar mensagens no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam seu nome, o que poderia comprometer a imparcialidade dos casos.

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Quais são as principais suspeitas que pesam contra o procurador-geral?

As suspeitas surgiram de conversas apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nas mensagens, interlocutores fazem referências a nomes que a polícia interpretou como sendo Paulo Gonet e o diretor da PF, Andrei Rodrigues. Há registros de chamadas de voz e relatos sobre um evento em Londres, em abril de 2024, onde Gonet teria demonstrado entusiasmo pelo convite e solicitado a inclusão de seu filho na viagem. Também existem mensagens sugerindo que autoridades de alto escalão deveriam intervir para evitar que agentes subordinados tomassem decisões contra o banco.

O que o Conselho Superior do Ministério Público Federal pode decidir hoje?

O Conselho tem três caminhos principais. O primeiro é o arquivamento, caso entenda que não há provas de má conduta. O segundo é o afastamento de Gonet especificamente dos processos que envolvem o Banco Master, designando um subprocurador para assumir essas investigações sem que ele perca o comando da PGR. O terceiro e mais grave caminho ocorre se os conselheiros virem indícios de crime comum. Nesse cenário, o Conselho deve nomear um subprocurador-geral para analisar o caso e, se houver elementos suficientes de autoria e materialidade, apresentar uma denúncia formal ao STF.

Como funciona o processo para que um PGR perca efetivamente o seu cargo?

A perda do cargo de procurador-geral da República não acontece por decisão administrativa do Conselho do Ministério Público. Para que ele seja destituído, a Constituição exige um processo político e jurídico complexo que envolve a iniciativa do presidente da República e a aprovação obrigatória da maioria absoluta do Senado Federal. É importante notar que Gonet ocupa dois papéis: o de chefe da PGR, com mandato de dois anos, e o de subprocurador-geral de carreira. Como membro vitalício da instituição, ele só perderia seu cargo efetivo na carreira por meio de uma sentença judicial definitiva.