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María Corina Machado falha em 7 tentativas de voltar à Venezuela

Últimas atualizações em 23/09/2026 – 04:10 Por Gazeta do Povo | Feed


A líder opositora venezuelana María Corina Machado tentou retornar ao seu país natal sete vezes desde que saiu para a Europa em dezembro de 2025. Somente nas últimas horas, três novos planos envolvendo rotas marítimas e aéreas pelo Caribe falharam. Atualmente no Panamá, ela busca liderar a transição política interna, mas enfrenta obstáculos logísticos e resistência diplomática internacional.

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Como foram as tentativas mais recentes de entrada da líder opositora?

Nas últimas 24 horas, três planos foram frustrados. O primeiro envolvia uma viagem de barco saindo do Panamá, mas uma falha mecânica no motor da embarcação cancelou a partida. Sem a rota marítima, a equipe tentou voos para Aruba e Curaçao, ilhas vizinhas à costa venezuelana. No entanto, problemas administrativos e a falta de autorização das autoridades locais impediram que o avião seguisse viagem. Bonaire também foi cogitada, mas descartada. Atualmente, a líder opositora permanece em território panamenho enquanto sua equipe busca novas formas de viabilizar o retorno ao país.

Quais outros obstáculos impediram os planos anteriores de regresso?

Desde junho, diversas tentativas falharam por diferentes motivos. Em uma delas, um avião privado que partiu da Virgínia, nos Estados Unidos, recebeu ordens para retornar ao aeroporto de origem durante o voo. Em outra ocasião, ao tentar embarcar em um voo comercial da Copa Airlines, a companhia teria sido alertada pelo regime venezuelano de que o transporte da opositora colocaria em risco suas operações no país. Além disso, existe o problema do passaporte venezuelano de María Corina, que está vencido. Para viajar, ela utiliza agora um documento diplomático especial concedido pelo Panamá.

Qual é o posicionamento do governo dos Estados Unidos sobre essa situação?

A relação de Washington com o retorno de María Corina é complexa. Embora o governo Trump negue ter dado ordens diretas para mantê-la fora da Venezuela, integrantes da gestão americana demonstraram irritação com as movimentações da opositora durante a emergência dos terremotos recentes. O temor é que sua presença aumente a tensão política enquanto os EUA coordenam ajuda humanitária com o governo interino de Delcy Rodríguez. Relatos indicam que funcionários americanos chegaram a pedir reservadamente que ela adiasse o retorno para não interferir nas negociações econômicas em curso.