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Noruega propõe prisão por negócios com assentamentos israelenses

Últimas atualizações em 16/09/2026 – 20:59 Por AFP


O governo da Noruega pretende proibir uma série de negócios envolvendo assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e prevê penas de até três anos de prisão para violações intencionais. A proposta está em consulta pública até sábado (19) e deverá depois seguir para análise do Parlamento norueguês.

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O projeto foi apresentado pelo Ministério das Relações Exteriores em junho, mas voltou ao centro do debate nesta semana após o chanceler Espen Barth Eide defender o avanço da medida. Em entrevista à emissora pública NRK, repercutida pelo Times of Israel, ele afirmou que os argumentos favoráveis à proposta ficaram mais fortes diante da “deterioração da situação na Cisjordânia” e disse esperar que o Parlamento analise o texto ainda neste outono europeu.

Pela proposta, pessoas e empresas abrangidas pela legislação norueguesa ficariam proibidas de importar produtos originários dos assentamentos e de exportar mercadorias destinadas a essas áreas. O texto também impede a compra de imóveis, a prestação de determinados serviços ligados à construção, reforma e negociação de propriedades e a aquisição de empresas que tenham sede e produção nos assentamentos.

A pena mais alta seria aplicada a violações intencionais: multa ou até três anos de prisão. Infrações cometidas por negligência poderiam resultar em multa ou prisão de até seis meses. O Ministério das Relações Exteriores também propõe que tentativas e participação nas infrações possam ser punidas.