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Bispo exilado acusa ditaduras de profanar o nome de Jesus

Últimas atualizações em 02/09/2026 – 08:47 Por AFP


Silvio Báez, bispo auxiliar exilado de Manágua, Nicarágua, afirmou que as “ditaduras desgastadas” que profanam o nome de Jesus ao atribuir a ele o domínio que exercem “nunca falam da cruz”. “Sempre que tentamos nos colocar à frente de Jesus, em vez de segui-lo, deixamos de ser seus discípulos e perdemos o caminho. É por isso que ditaduras desgastadas que se escondem hipocritamente atrás da religião profanam o nome de Jesus quando o invocam de sua posição de poder e lhe atribuem o domínio que exercem sobre o povo, mas nunca falam da cruz”, disse o prelado durante uma missa celebrada em 30 de agosto na Paróquia de Santa Ágata, em Miami.

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Em vista de suas declarações anteriores, o bispo parece estar incluindo nessa categoria a ditadura Ortega-Murillo que controla seu país. De fato, o veículo de mídia pró-governo El 19 Digital proclama que o país é governado de maneira cristã. Essas ditaduras, continuou o prelado, “se apropriam do nome de Jesus para legitimar seu autoritarismo enquanto silenciam o Crucificado, porque um messias que se humilha, que serve e que dá sua vida pelos outros desmascara sua arrogância e condena suas aspirações de permanecer no poder para sempre”.

“Não se pode professar Jesus como Messias e Filho de Deus sem segui-lo pelo caminho da cruz”, destacou Báez.

Bispo auxiliar de Manágua desde 2009, Báez foi forçado a deixar a Nicarágua em abril de 2019 devido à sua defesa dos manifestantes que se opunham ao regime do presidente Daniel Ortega e de sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, uma repressão que deixou mais de 350 mortos em 2018, segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos.