Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

Ongs reúnem denúncias sobre supostos abusos no Mais Médicos

Últimas atualizações em 28/08/2026 – 13:10 Por AFP


As Ongs Prisoners Defenders e Consorcio Justicia elaboraram um dossiê que expõe documentos relacionados a denúncias de médicos cubanos que integraram o programa Mais Médicos, a partir de uma parceria criada em 2013 entre o regime de Havana e o então governo de Dilma Rousseff para levar atendimento a regiões carentes do Brasil.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

Basicamente, a proposta funcionava da seguinte forma: os profissionais estrangeiros eram contratados para trabalhar no país por meio de uma triangulação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que retinha os valores arrecadados no acordo e repassava para Cuba. O regime ficava com a maior parte do dinheiro, enquanto os médicos recebiam apenas uma fração, o que deu origem a uma série de denúncias sobre a prática de trabalho análogo à escravidão e confiscos de dinheiro e documentos.

A plataforma Cuban Medical Brigades, criada para expor esses relatos, surge em meio a atualizações em um processo que tramita desde 2018 na Justiça americana, movido por médicos cubanos que alegam ter enfrentado esses abusos por meio do programa. O Tribunal de Apelações dos EUA para o Distrito de Colúmbia rejeitou, por unanimidade, um recurso da Opas, mantendo uma ordem para que apresente uma série de documentos e conceda depoimentos, a fim de facilitar a apuração das alegações feitas pelos médicos que integraram o programa.

A iniciativa propõe a exposição de mais de seis décadas de missões médicas cubanas em diferentes países, com mais de 200 relatórios, descrição de contratos, regulamentos e milhares de depoimentos de associados.