Michelle, Tarcísio e Nikolas animam campanha de Flávio Bolsonaro
Últimas atualizações em 25/08/2026 – 17:53 Por Gazeta do Povo | Feed
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência ganhou nova e decisiva tração logo na sua largada, após conquistar o apoio engajado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Antes vistos como potenciais “rivais” de Flávio na briga pelo legado de Jair Bolsonaro, o trio é tido pelo PL como indispensável para seu candidato vencer a disputa eleitoral. Eles entram em campo para unir a direita e injetar votos além dela na chapa presidencial, sobretudo dos maiores colégios eleitorais.
Michelle, Nikolas e Tarcísio são ativos estratégicos para Flávio por sua vasta influência ultrapassar partidos e redutos. Ela mobiliza mulheres e evangélicos; o deputado, com 22 milhões de seguidores, tem enorme alcance digital; e o governador lidera o estado mais rico e populoso do país.
Flávio tem feito gestos para atrair e preservar o trio ao seu lado. Garantiu a Michelle acesso direto à Presidência, projetou Nikolas como futuro presidente e reafirmou que pretende governar por um mandato apenas, o que manteria aberto o caminho presidencial para Tarcísio em 2030.
VEJA TAMBÉM:
Daniella Marques se firma como “Posto Ipiranga” de Flávio Bolsonaro na economia

Liderada por Gilmar, resistência contra impeachment de ministros do STF cresce na eleição
Apoio entusiasmado do trio dissipa desconfianças e elimina distâncias
A presença dos líderes conservadores na campanha presidencial do PL supera a fase de turbulências de bastidores e desconfianças sobre o real alinhamento do grupo. Até recentemente, analistas apontavam a distância do trio com relação a Flávio, fomentando rumores de rivalidades internas.
Havia a impressão de que Michelle, Nikolas e Tarcísio preferiam arranjo eleitoral alternativo para 2026, encabeçado pelo governador de São Paulo e tendo a ex-primeira-dama de vice. A chancela de Flávio pelo pai, Jair Bolsonaro, e a ofensiva governista forçaram a reordenação de forças.
No fim de junho, o racha público entre Michelle e o enteado expôs divergências sobre alianças regionais. A ruptura assustou o comando da campanha, temendo a piora da rejeição a Flávio entre o eleitorado feminino e evangélico, no qual a influência da ex-primeira-dama é vital.
Após pedido público de desculpas feito pelo senador em julho, o pragmatismo prevaleceu. A trégua foi selada com a veiculação do primeiro vídeo oficial da dupla para o horário eleitoral, sinalizando a pacificação da chapa. Desde então, apoiadores voltaram a se animar.
Participação na campanha rende engajamento de públicos e regiões
Superada a crise, a campanha de Flávio procurou recalibrar a estratégia para o Sudeste, acionando o peso político de Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas nos dois maiores colégios eleitorais. Minas Gerais, inclusive, é considerado estado-pêndulo, definidor das eleições presidenciais.
Nesse sentido, Nikolas assumiu o papel de principal cabo eleitoral de Flávio, utilizando o seu massivo alcance digital e liderança regional para dialogar com o eleitorado jovem e a ala mais ideológica da direita. O deputado tem enaltecido esse papel histórico das votações no estado.
Já em São Paulo, Tarcísio busca a reeleição ao governo estadual ainda no primeiro turno e atua como a ponte institucional com o eleitorado moderado e com prefeitos do interior paulista. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado do governador, também já trabalha por Flávio.
Ao converter rivalidades em um pacto de conveniência eleitoral, o trio de cabos eleitorais mais importantes da direita assume o protagonismo na tentativa de transferir ainda mais influência ao legado político de Jair Bolsonaro e consolidar a viabilidade da candidatura do senador.
Gazeta do Povo
Sob a licença da Creative Commons (CC) Feed
Redes Sociais:
https://www.facebook.com/www.redegni.com.br/
https://www.instagram.com/redegnioficial/
https://gettr.com/user/redegni
https://x.com/redegni

