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Veja as propostas para segurança de candidatos “nanicos”

Últimas atualizações em 24/08/2026 – 19:31 Por Gazeta do Povo | Feed


Longe dos holofotes do tempo de televisão e dos grandes debates eleitorais, as candidaturas consideradas “nanicas” à Presidência da República nas eleições deste ano apresentam diagnósticos e respostas radicalmente distintas para a crise de segurança pública no Brasil. Enquanto as campanhas de maior orçamento frequentemente orbitam ao menos alguns consensos pragmáticos e propostas incrementais, os partidos de menor representatividade muitas vezes utilizam o pleito para dar visibilidade a diretrizes que desafiam o próprio desenho institucional do Estado e que servem como vitrine para suas bandeiras ideológicas mais profundas.

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De um lado, candidaturas do campo da esquerda radical questionam o pilar da atuação policial tradicional. As propostas envolvem desde a desmilitarização e a unificação das polícias até medidas mais drásticas, como a dissolução total das forças de segurança internas, criação de milícias populares e a legalização de drogas. Em substituição ao modelo atual, defende-se a criação de mecanismos de controle social direto, como a eleição direta para juízes e delegados, por exemplo.

Na outra ponta do espectro, plataformas mais alinhadas à direita ou ao campo liberal-conservador apostam na eficiência operacional e no endurecimento das regras de combate ao crime organizado. As pautas prioritárias focam no sufocamento financeiro das facções criminosas, a intensificação da inteligência e do monitoramento tecnológico nas fronteiras, o isolamento rigoroso de lideranças em prisões de segurança máxima e a integração sistêmica das forças de segurança estaduais e municipais.

Ao tensionar os limites do que é proposto para a área, os programas desses candidatos expõem diferentes visões ideológicas sobre o papel do Estado, o uso da força legítima e os caminhos para a garantia da ordem e do direito à cidadania.