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Apuração sobre tráfico chega ao STF por possível elo com Master

Últimas atualizações em 24/08/2026 – 01:11 Por Gazeta do Povo | Feed


Uma investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, iniciada em 2024 pela Polícia Civil de São Paulo, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês, por possível ligação com as fraudes do Banco Master e das aposentadorias do INSS. Os investigadores rastrearam uma rede de contas, empresas de fachada e pessoas físicas que, segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentaram cerca de R$ 48 bilhões no período de cinco anos.

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A investigação partiu da prisão, em 2024, de um traficante flagrado com drogas, instrumentos para venda de entorpecentes e R$ 100 mil em espécie. Com a quebra de seu sigilo bancário e de seu fornecedor, a polícia passou a vasculhar sucessivas transações financeiras, partindo de empresas em nome de laranjas para outras controladas por operadores suspeitos de movimentar recursos de diversos esquemas criminosos. A investigação cresceu e recebeu o nome de Operação Saturno.

A conexão com o Master foi identificada numa sequência de transações entre várias empresas. Identificou-se, inicialmente, que uma distribuidora, chamada Maguinific, repassou R$ 7,5 milhões, oriundos de venda de drogas, à Nexpay, uma fintech de intermediação de pagamentos em sites de compras da China. Para repassar o dinheiro aos vendedores chineses, a Nexpay fazia operações de câmbio no Master.

Outra ligação com o Master aparece em duas transferências que somam R$ 940 mil de uma empresa chamada Wave para a Entre Investimentos e Participações, grupo que mantinha fundos no Master e que teria sido usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar dinheiro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.