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O que os planos dos candidatos à Presidência dizem sobre o STF

Últimas atualizações em 22/08/2026 – 11:33 Por Gazeta do Povo | Feed


O embate entre manter o diálogo ou impor limites à atuação do Judiciário contrapõe os planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência nas eleições de 2026. Enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe aperfeiçoar o sistema de Justiça por meio do diálogo com seus atores, respeitada a autonomia dos Poderes, os candidatos do PL, senador Flávio Bolsonaro, do Avante, Augusto Cury, e do Novo, Romeu Zema, apresentam uma agenda detalhada de reforma concentrada na redução do poder dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

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A diferença não está apenas na extensão das propostas. Os programas partem de diagnósticos distintos sobre o papel que o Judiciário passou a exercer na política brasileira e sobre a necessidade, ou não, de alterar as regras que disciplinam a relação entre STF, Congresso e Executivo. 

A advogada e analista política Yolanda Tolentino afirma que a reforma do Supremo tem forte apelo inclusive entre grupos que não pertencem à base ligada a Bolsonaro. Isso, na visão dela, cria uma oportunidade política para Flávio, mas não garante que a popularidade da pauta seja transferida automaticamente para ele. 

O advogado e consultor estratégico Antonio Fernando Pinheiro Pedro, membro do think tank Iniciativa DEX, afirma que a reforma do Judiciário é de interesse da maior parte da população.