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PF não prova crime de jornalista investigado por Moraes

Últimas atualizações em 19/08/2026 – 20:28 Por Gazeta do Povo | Feed

No inquérito aberto por Alexandre de Moraes contra o jornalista maranhense Luís Pablo, a Polícia Federal não apresentou provas de que ele tenha cometido o crime de perseguição, imputado a ele inicialmente a partir de reportagens publicadas no ano passado sobre o uso de veículos oficiais por Flávio Dino no Maranhão.

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A investigação provou apenas que Luís Pablo recebeu de uma fonte fotos e informações sobre a movimentação de Dino e sua família em vias públicas, sem demonstrar que o jornalista tivesse seguido o carro usado pelo ministro para intimidá-lo ou constrangê-lo, atos que caracterizam o crime de perseguição, também conhecido como “stalking”.

Ainda assim, o inquérito foi mantido em andamento por Alexandre de Moraes e, com dados de dois celulares, um notebook e um pen drive apreendidos com Luís Pablo, a PF identificou como fonte das informações publicadas pelo jornalista o ex-secretário de governo Raimundo Cutrim, adversário político de Dino no Maranhão.

Num dos relatórios da investigação, cujo teor foi revelado pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e ao qual a Gazeta do Povo teve acesso, a PF avança na investigação e destaca, a partir de mensagens de WhatsApp de Luís Pablo com outra pessoa, que as matérias publicadas pelo jornalista tinham “o intuito de passar uma imagem negativa” de Flávio Dino.