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Ações ampliam pressão a facções na política e impactam eleições

Últimas atualizações em 15/08/2026 – 16:42 Por Gazeta do Povo | Feed

Operações contra o crime organizado no Rio de Janeiro revelam a aproximação entre criminosos, interesses econômicos e agentes públicos. Alertas feitos por especialistas indicam que esse fenômeno pode se repetir pelo Brasil, o que aumenta a pressão sobre as instituições diante do avanço das facções e acende um alerta para a disputa eleitoral.

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Na sexta (14), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços que seriam ligados ao ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). O político foi alvo da Polícia Federal pela terceira vez em poucos meses em operações distintas. A primeira foi a Compliance Zero, que investiga o caso Master, e agora, por duas vezes, na Sem Refino, que investiga a comercialização de combustíveis e suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e decorre das determinações da ADPF das Favelas. A ligação entre elas está no fato de que, em 2025, o STF ampliou o alcance da ADPF e determinou que a PF investigasse organizações criminosas no Rio e suas possíveis conexões com agentes públicos. Por isso, operações como Unha e Carne e Sem Refino, quando apuram essas conexões, passam a integrar esse contexto e algumas medidas são submetidas diretamente ao STF. 

A defesa de Castro afirmou que o imóvel de Petrópolis alvo da ação da PF era alugado e que o contrato foi encerrado meses atrás, após o ex-governador deixar o cargo. Disse também desconhecer que Castro fosse alvo da operação e afirmou que não houve busca na residência atualmente ocupada por ele. Castro já havia desistido de concorrer a uma vaga na chapa da direita ao Senado ao ser investigado na Compliance Zero.