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Flávio quer pragmatismo comercial e Lula foca em ideologia

Últimas atualizações em 15/08/2026 – 09:35 Por Gazeta do Povo | Feed


Os planos de governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentam visões antagônicas para a política externa: Flávio aponta para o pragmatismo comercial, prioriza a abertura de mercados e o alinhamento com potências democráticas, mas sem descartar a relação econômica com a China. Já o projeto de Lula reafirma o foco no Sul Global, no fortalecimento do bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) e a defesa contra supostos inimigos externos.

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Flávio Bolsonaro propõe uma ruptura com o que chama de “alinhamento ideológico” da atual gestão, que, segundo seu plano, protege regimes autoritários como a China, a Rússia e o Irã. O candidato liberal-conservador defende a retomada de relações sólidas com parceiros históricos como Estados Unidos, Israel e Argentina, alegando que o Itamaraty deve ser conduzido por critérios técnicos e profissionais em busca de ganhos mútuos no comércio.

Em contraste, o plano de Lula coloca o Brasil como um líder natural do mundo em desenvolvimento, priorizando a integração da América do Sul por meio do Mercosul e da Unasul (bloco de integração regional de tendência esquerdista). Para o petista, a política externa é uma ferramenta de “reconstrução da presença do Brasil no mundo”, com ênfase na reforma de organismos multilaterais, como a ONU e o Fundo Monetário Internacional, para dar mais voz aos países pobres.

Além disso, o plano de Lula dá ênfase ao não intervencionismo internacional, que é a principal agenda da política externa da China. Pequim tem liderado essa pauta globalmente para evitar pressão de potências ocidentais contra os abusos de direitos humanos que comete contra minorias uigures e tibetanas e também para afastar a ameaça de ação militar dos EUA caso decida invadir Taiwan.