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Jaques Wagner e Banco Master: PF aponta atuação em favor de interesses econômicos

Últimas atualizações em 04/08/2026 – 03:06 Por Gazeta do Povo | Feed


A Polícia Federal identificou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) atuou em quatro áreas estratégicas para beneficiar o antigo Banco Master e seus controladores. A investigação, parte da Operação Compliance Zero, aponta indícios de vantagens econômicas recebidas pelo parlamentar por meio de familiares e pessoas de confiança, coincidindo com pautas legislativas de alto interesse financeiro do grupo.

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Como Jaques Wagner teria beneficiado o banco no Senado?

O parlamentar atuou em eixos estratégicos como a ampliação do crédito consignado e a mudança nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o seguro que protege o dinheiro dos clientes em caso de quebra bancária. No caso do FGC, mensagens indicam que a proposta, chamada de ‘emenda Master’, poderia multiplicar por seis o tamanho dos negócios da instituição. Além disso, o senador foi relator de um projeto sobre créditos de carbono que interessava diretamente aos donos do banco devido a investimentos na região amazônica.

Qual é a relação da nora do senador com essas investigações?

Os investigadores notaram uma coincidência de datas: enquanto Jaques Wagner defendia uma medida provisória para ampliar o crédito consignado no INSS, uma empresa que tem sua nora, Bonnie Bonilha, como sócia, foi contratada pelo Banco Master. Essa empresa, a BN Financeira, passou a ter exclusividade na busca por novos clientes de crédito consignado para o banco, o que a PF considera um elemento relevante para apurar o possível recebimento de vantagens indiretas.

Por que a Polícia Federal cita encontros discretos no gabinete?

Relatórios registram conversas em que o senador sugeria que as reuniões com os representantes do banco acontecessem em seu gabinete por ser um ambiente ‘mais protegido e discreto’. O objetivo seria evitar a exposição dos empresários em agendas oficiais e facilitar a troca de documentos e links sobre propostas legislativas, como a que tratava da autonomia do Banco Central, onde o grupo tentava elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para R$ 1 milhão.