Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

Radicalismo feminista ajuda a travar PL da Misoginia na Câmara

Últimas atualizações em 17/07/2026 – 05:52 Por Gazeta do Povo | Feed


O radicalismo de grupos e parlamentares feministas acabou colaborando para o adiamento da votação do PL da Misoginia (PL 896/2023), que agora poderá ser pautado apenas depois do recesso parlamentar – e talvez fique para depois das eleições.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

A proposta chegou a ter o regime de urgência aprovado por 293 votos a 158 no início do mês, mas perdeu força à medida que seu conteúdo passou a ser mais conhecido e movimentos contrários começaram a pressionar os deputados.

Além de não haver recuo em pontos que despertavam preocupação entre evangélicos, conservadores e defensores da liberdade de expressão, declarações de apoiadoras do projeto nos dias anteriores à possível votação ampliaram a resistência. Falas da primeira-dama Janja da Silva e da relatora Tabata Amaral (PSB-SP), além de uma emenda apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), foram mostradas pela oposição como exemplos de que o conceito de misoginia poderia alcançar críticas políticas, piadas, pregações religiosas e até gírias usadas por crianças.

A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo. O parecer de Tabata define como ato misógino “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher”.