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vídeos de festas podem ter sido usados para chantagem

Últimas atualizações em 09/07/2026 – 03:23 Por Gazeta do Povo | Feed

Os vídeos de conteúdo sexual das festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades de diferentes espectros políticos e membros do Judiciário ainda não estão no centro do caso Master. Isso porque a Polícia Federal apura, segundo pessoas próximas às investigações, se os conteúdos eram usados para pressionar e até para chantagear autoridades e figuras públicas que participaram dos eventos regados a bebidas caras, charutos exclusivos e “acompanhantes” estrangeiras.

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Os vídeos passarão a ocupar um lugar central nas investigações se ficar comprovado que o conteúdo serviu para ameaçar ou obrigar figuras dos três Poderes a sustentar politicamente o Banco Master ou se foram promovidos com o uso de recursos públicos. Esses recursos poderiam ter sido desviados do banco a partir de fundos de previdência de estados e municípios ou mesmo do desconto indevido de beneficiários do INSS.

O que importa para os investigadores não é o teor sexual e de caráter íntimo, mas a possibilidade de as festas terem sido usadas como moeda de troca para garantir proteção institucional a Vorcaro e ao banco que acabou liquidado em 2025.

Enquanto essa possível ligação não for estabelecida, o material segue como peça lateral de diferentes inquéritos dentro da operação Compliance Zero. Ele pode ganhar peso a partir do que for encontrado nas perícias, no cruzamento de informações e nos demais indícios de crimes ligados ao esquema bilionário e supostamente fraudulento liderado pelo ex-banqueiro.