Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

STF define novo limite para penduricalhos de juízes

Últimas atualizações em 02/07/2026 – 07:30 Por Gazeta do Povo | Feed


O Supremo Tribunal Federal estabeleceu novas regras para os “penduricalhos” da magistratura e do Ministério Público. A decisão limita pagamentos extras a 35% do teto constitucional, transformando o salário máximo de R$ 46 mil em uma base para remunerações que podem chegar a R$ 62 mil.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

O que são os chamados penduricalhos?

São gratificações e benefícios pagos além do salário fixo (subsídio). Exemplos comuns incluem bônus por tempo de carreira ou compensações por assumir o trabalho de mais de uma vara judicial. Antes não havia um critério único no Brasil, o que permitia que alguns magistrados recebessem valores muito altos, chegando a ultrapassar R$ 200 mil em um único mês devido ao acúmulo desses benefícios.

Como funciona o novo limite de 35% fixado pelo STF?

Os ministros decidiram que a soma dessas verbas extras não pode ultrapassar 35% do valor do salário de um ministro do STF, que é o teto do funcionalismo. Isso significa que, na prática, um juiz pode somar bônus ao seu salário até atingir um novo limite total de cerca de R$ 62,6 mil. É um mecanismo que organiza o sistema, mas acaba permitindo que os ganhos reais superem o valor que deveria ser o teto salarial do país.

Quais benefícios continuam proibidos pela Justiça?

O STF manteve a proibição definitiva de auxílios que não têm relação direta com o exercício da função, como o auxílio-alimentação, auxílio-creche e assistência pré-escolar. Mesmo que esses bônus recebam outros nomes nos tribunais, eles foram considerados inconstitucionais por não terem natureza de indenização por gastos do trabalho.

O que mudou em relação ao auxílio-saúde?

O auxílio-saúde continua permitido e, o mais importante, ele não entra na conta do limite de 35%. No entanto, agora existe uma regra rígida: o magistrado ou promotor só recebe o dinheiro se comprovar que realmente gastou com despesas médicas. Não é mais permitido pagar um valor fixo mensal depositado automaticamente na conta sem a apresentação de recibos.

Haverá pagamento de valores atrasados?

Sim, a decisão permite o pagamento retroativo de benefícios como férias e licenças que o juiz não pôde tirar por necessidade do trabalho. No entanto, esses pagamentos estão suspensos por enquanto. Eles só serão liberados após uma auditoria rigorosa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a aprovação final do plenário do próprio Supremo Tribunal Federal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Como o STF fez o teto salarial de R$ 46 mil virar piso para juízes e promotores com penduricalhos

Gazeta do Povo
Sob a licença da Creative Commons (CC) Feed

Redes Sociais:
https://www.facebook.com/www.redegni.com.br/
https://www.instagram.com/redegnioficial/
https://gettr.com/user/redegni
https://x.com/redegni

Gazeta do Povo | Feed

Gazeta do Povo | Feed

A Gazeta do Povo é um jornal sediado em Curitiba, Paraná, e é considerado o maior e mais antigo jornal do estado. Apesar de ter cessado a publicação diária em formato impresso em 2017, o jornal mantém suas notícias diárias online e semanalmente em formato impresso. O jornal é publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).