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Direita avança na América do Sul: entenda a virada política

Últimas atualizações em 22/06/2026 – 12:37 Por Gazeta do Povo | Feed


A vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia e o favoritismo de Keiko Fujimori no Peru consolidam uma guinada política na América do Sul. Em junho de 2026, o subcontinente inverte a lógica de 2023, passando a ter uma maioria de governos conservadores focados em segurança e economia.

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Como está a divisão política atual no subcontinente?

O cenário mudou drasticamente desde o início de 2023. Naquela época, a esquerda dominava com oito presidentes. Com as eleições recentes, o jogo virou: agora são sete governos de direita (Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru) contra cinco de esquerda (Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai).

Quem são os novos líderes que impulsionam essa mudança?

Os principais nomes dessa transformação incluem Abelardo de la Espriella, recém-eleito na Colômbia, e Keiko Fujimori, que lidera a apuração no Peru. Eles se juntam a figuras como o argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa, o boliviano Rodrigo Paz e o chileno José Antonio Kast, formando um novo bloco conservador na região.

O que explica o desejo do eleitor por governos de direita?

Especialistas apontam que o eleitor médio está menos focado em ideologias e mais preocupado com resultados práticos. O cansaço com o aumento da violência, o custo de vida elevado e a percepção de que governos de esquerda anteriores prometeram muito e entregaram pouco geraram uma busca por ‘ordem e previsibilidade’.

Qual é o peso da segurança pública nessa escolha?

A segurança é o motor principal. No Equador e no Peru, por exemplo, os candidatos capitalizaram o medo do crime organizado e da instabilidade institucional. O discurso de ‘linha-dura’ contra a criminalidade ressoa fortemente em populações que enfrentam crises de violência e impunidade.

Como o cenário internacional influencia essa virada?

A presença de Donald Trump na Casa Branca atua como um acelerador. Para os mercados e as elites econômicas locais, governos sul-americanos alinhados a Washington transmitem maior confiança para investimentos e estabilidade econômica, favorecendo o crescimento de pautas liberais e conservadoras.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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