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André Mendonça e as CPIs do Caso Master no STF

Últimas atualizações em 05/06/2026 – 15:46 Por Gazeta do Povo | Feed


O ministro do STF André Mendonça tornou-se a peça central no cerco ao Caso Master. Parlamentares pressionam pela concentração de oito pedidos de investigação sob sua relatoria em Brasília para evitar decisões conflitantes e acelerar a criação de CPIs no Congresso Nacional.

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Por que André Mendonça é considerado a peça-chave neste momento?

Como Mendonça já é o relator do inquérito principal da Polícia Federal sobre o banco, ele é o ‘juiz natural’ do caso. Parlamentares acreditam que, ao concentrar todos os pedidos de CPI nele, o STF terá uma visão unificada, aumentando as chances de uma ordem judicial que obrigue o Congresso a instalar as comissões, superando a inércia dos presidentes da Câmara e do Senado.

O que impede a abertura da CPI no Congresso Nacional?

Embora os pedidos tenham assinaturas suficientes, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, seguram a instalação alegando questões regimentais e prioridade de outras pautas. Na prática, a oposição acusa a cúpula do Legislativo de ‘omissão deliberada’ para proteger nomes influentes que poderiam ser revelados pela investigação.

Qual é o entendimento do STF sobre a criação de CPIs?

O Supremo possui uma regra consolidada de que a criação de uma CPI é um direito da minoria parlamentar. Se houver um fato determinado, prazo definido e o número mínimo de assinaturas, os presidentes das casas legislativas são obrigados a instalá-la, não sendo uma decisão meramente política ou de gosto pessoal.

Como os demais ministros do Supremo têm se posicionado?

Até agora, a distribuição está pulverizada. O ministro Cristiano Zanin já se manifestou contra a instalação obrigatória em um caso específico, alegando risco de interferência entre os Poderes. Já Nunes Marques mantém um pedido travado há dois meses. Essa divisão gera receio de decisões contraditórias, motivo pelo qual se pede a centralização em Mendonça.

O que está sendo investigado no Caso Master?

As apurações envolvem possíveis irregularidades em investimentos de fundos de pensão previdenciários. Um exemplo é a Amapá Previdência, que teria injetado mais de R$ 400 milhões no Banco Master. A Operação Compliance Zero já teve oito fases, e os parlamentares temem que a demora na CPI facilite a destruição de provas e ajude políticos que disputarão as eleições de outubro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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  • Mendonça é peça-chave para destravar pedidos de CPIs do Caso Master

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