embaixador critica decisão de negar extradição de Zambelli
Últimas atualizações em 24/05/2026 – 10:50 Por Gazeta do Povo | Feed
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, diz ter recebido com surpresa a decisão da Justiça italiana de negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), tomada na última semana. A ex-parlamentar deixou a prisão na sexta-feira (22) após quase dez meses detida.
A Corte de Cassação de Roma aceitou um recurso de sua defesa e anulou a sentença dada em meados de março para que ela fosse extraditada ao Brasil para cumprir a pena de 10 anos de prisão por suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto do hacker Walter Delgatti.
“Estamos aguardando as alegações dessa decisão para entender por que houve essa mudança brusca de entendimento”, afirmou Mosca em entrevista à Folha de S. Paulo neste sábado (23).
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Renato Mosca afirmou que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recebeu a decisão da Justiça italiana com naturalidade e que não cabe ao governo brasileiro julgá-la. De acordo com ele, a pasta ainda aguarda a divulgação das justificativas da Corte de Cassação para entender quais foram os argumentos para negar a extradição de Carla Zambelli.
“Até então, a Corte de Apelação tinha dado pareceres favoráveis à extradição, e a Corte de Cassação normalmente acompanha esse entendimento, a menos que haja um vício de origem, uma questão de forma grave”, completou.
Segundo a apuração da Folha de S. Paulo, o breve comunicado emitido pela Justiça italiana fala em uma decisão “sem reenvio”, ou seja, sem possibilidade de revisão, e que os magistrados declararam a “inexistência de condições para a aceitação do pedido de extradição”, sem explicar as razões.
Em entrevista à Gazeta do Povo, o advogado Fabio Pagnozzi afirmou que a Corte italiana reconheceu que Carla Zambelli é uma “perseguida política” e que ela voltaria pra casa em Roma no mesmo dia.
“Conseguimos que não fosse extraditada a pessoa mais perseguida do Brasil. Amanhã ela pode voltar para casa como uma mulher livre”, afirmou (veja na íntegra).
Presa desde julho de 2025 na Itália, Carla foi julgada no Brasil por suposto financiamento a uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mesmo com a decisão desfavorável à extradição, a palavra final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que tem até um mês e meio para se posicionar.
Pagnozzi ainda alegou parcialidade do ministro Alexandre de Moraes pela sentença, falta de condições prisionais dignas no Brasil e ausência de equivalente na Itália ao delito de invasão de dispositivo informático para pedir a anulação do julgamento.
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