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Xi assina com Putin declaração para “mundo multipolar”

Últimas atualizações em 20/05/2026 – 08:19 Por AFP


Menos de uma semana após receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ditador chinês, Xi Jinping, se encontrou nesta quarta-feira (20) com o ditador russo, Vladimir Putin, no Grande Salão do Povo, em Pequim, na abertura da visita oficial que o líder do Kremlin está fazendo ao país aliado.

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Segundo informações da CNN, Xi afirmou que China e Rússia devem fortalecer sua “coordenação estratégica abrangente” e alfinetou os Estados Unidos, culpando-os pela instabilidade geopolítica mundial.

“A situação internacional é marcada por turbulência e transformação interligadas, enquanto correntes hegemônicas unilaterais estão desenfreadas”, disse Xi, numa referência a Trump.

De acordo com informações da agência EFE, Xi e Putin assinaram nesta quarta-feira cerca de 20 declarações, acordos e memorandos de entendimento entre Rússia e China, que incluem temas como o fortalecimento da cooperação estratégica e das relações de boa vizinhança e amizade, estabelecimento de “um mundo multipolar”, cooperação científico-técnica e energética, formação de quadros profissionais, políticas antitruste e transporte ferroviário, entre outros.

“Expandiremos nossa cooperação bilateral e participaremos ativamente de fóruns internacionais onde nossas equipes trabalham em estreita colaboração para construir uma base sólida para um mundo multipolar”, disse Putin, segundo o jornal The Moscow Times.

De acordo com a agência Reuters, outro ataque a Washington veio numa declaração conjunta dos dois regimes na qual criticaram o projeto Domo Dourado, um sistema de defesa inspirado no Domo de Ferro de Israel que Trump está desenvolvendo.

“As partes acreditam que o projeto ‘Domo Dourado’ dos EUA, que visa construir um sistema de defesa antimíssil ilimitado, multinível, multiesfera e global para destruir todos os tipos de mísseis, incluindo todos os tipos de mísseis de ‘adversários equivalentes’, em todos os estágios de seu voo e antes de serem lançados, representa uma ameaça óbvia à estabilidade estratégica”, acusaram Pequim e Moscou na nota.

“Esses planos contradizem completamente o princípio fundamental da manutenção da estabilidade estratégica, que exige a interconexão de armas estratégicas ofensivas e defensivas”, afirmaram as duas ditaduras, que acusaram Washington de adotar uma “política irresponsável” ao “permitir” que o Tratado Novo Start de 2010, de limitação de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, expirasse em fevereiro sem um termo substituto.

Os dois ditadores também afirmaram que Pequim e Moscou “compartilham da opinião de que os ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, e minam gravemente a estabilidade no Oriente Médio”.

Além disso, também criticaram “o assassinato de líderes de países soberanos, a desestabilização da situação política interna, a instigação de uma mudança de poder e o descarado sequestro de líderes nacionais para o seu julgamento”, em referência à morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro, e à captura do então ditador venezuelano Nicolás Maduro, numa operação militar dos EUA em janeiro.

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