Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

Menina de 12 anos demorou a contar à família sobre estupro coletivo

O crime aconteceu no dia 22 de abril, mas a denúncia só foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande na última quarta-feira (13). Segundo a polícia, oito menores estão envolvidos no caso. Seis deles já foram apreendidos

Últimas atualizações em 17/05/2026 – 01:09 Por Redação GNI

A menina de 12 anos que denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo voltou para casa após ser violentada, mas, por medo e vergonha, não contou à família o que tinha acontecido.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

“Ela chegou roxa em casa. Ela chegou falando que tava com cólica, botou até compressa de água quente na barriga, então, a mãe não desconfiou, e como ela sempre foi muito quieta, sempre foi de falar pouco, né, a gente, a mãe dela não maldou”, disse a irmã, por parte de pai, da vítima.

“Depois de muito a mãe dela insistir, ela falou que ela foi encontrar um namoradinho, que já tinha marcado com ele. E aí, chegando lá, não era só ele, e depois ainda chegou mais meninos. Eles se conheciam, são todos amigos”, acrescentou.

A Delegacia da Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande recebeu a denúncia na quarta-feira passada (13). O crime aconteceu no dia 22 de abril.

Segundo a polícia, a vítima, se relacionava com um outro adolescente. Ele a chamou para ir a casa dele, na Estrada do Tingui, em Campo Grande, na Zona Oeste, mas ao chegar lá, ela foi surpreendida por outros sete jovens. Todo o crime foi gravado por eles.

“Pelas imagens do vídeo dá pra ver ela recebe tapa na cara, na lombar, ela fica machucada. O que choca muito é que a menina tem 12 anos, e os envolvidos têm entre 12 e 16”, fala a delegada Fernanda Caterine, da Deam (foto).

“Então, choca muito tanto a tenra idade dessa menina quanto também dos envolvidos, como esse ato é praticado e as consequências pra vida dessa menina.”

Nas imagens, desfocadas por envolver menores de idade, é possível ver que os adolescentes comemorando o abuso.

Segundo a polícia, o vídeo do crime começou a ser compartilhado e vendido nas redes sociais. As imagens chegaram à mãe da vítima, que procurou a delegacia essa semana.

“Ela não contou, né? Um dos responsáveis de algum aluno da escola levou diretamente pra mãe dela e aí foi quando a mãe dela ficou sabendo e foi perguntar a ela”, disse a irmã.

Um dos menores envolvidos no estupro chegou a vender o vídeo por R$ 5.

“É verdade, um deles estava vendendo por R$ 5. Quer dizer, a imagem dessa menina, exposição da intimidade dessa menina valia R$ 5”, destacou a delegada.

“Eu sou uma mulher já grande, formada, tenho a minha vida. Então, a gente imagina acontecer com a gente que anda na rua, pega ônibus, condução, não com uma menina de 12 anos, ainda mais com outros adolescentes, com outras crianças. É surreal”, falou a irmã

 

BrasilDestaque

Redação GNI

A Rede GNI é uma Agência de Notícias independente fundada em 2010 visando ser imparcial e apartidária, levamos muito a sério as notícias e checamos as fontes de cada notícia. Lutamos diariamente para oferecer o melhor aos nossos leitores. Recebemos o Prêmio da União Brasileira de Profissionais de Imprensa. A reprodução de nossas reportagens é autorizada mediante citação da fonte: Creative Common.