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EUA suspeitam que Irã está hackeando sistemas de abastecimento de combustível

Últimas atualizações em 16/05/2026 – 14:45 Por AFP


Autoridades norte-americanas identificaram invasões cibernéticas em sistemas que monitoram a quantidade de combustível em tanques usados para abastecer postos de gasolina em vários estados do país, e acreditam que o Irã está por trás do hackeamento, segundo o canal de televisão CNN. O ataque não é capaz de alterar a quantidade real de combustível nos tanques, mas consegue alterar as informações mostradas nas telas.

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Os sistemas de medição automática de tanques (ATG, na sigla em inglês) atacados pelos hackers são conectados à internet, mas não são protegidos por senha, o que facilita o ataque cibernético. De acordo com a CNN, embora nenhum dano real tenha sido causado até o momento pela invasão, as preocupações com a segurança se justificam porque, segundo especialistas ouvidos pela emissora, a manipulação dos dados de leitura poderia fazer, por exemplo, com que um vazamento de gás não fosse detectado pelo ATG.

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De acordo com a CNN, o Irã tem um histórico de invasões de sistemas de monitoramento de combustível, o que faz do país o principal suspeito do ataque. Em 2015, uma companhia de segurança on-line colocou no ar sistemas falsos de ATG para ver quem se interessaria em atacá-los, e um grupo pró-Irã foi um dos primeiros a tentar. Em 2021, o canal Sky News citou documentos da Guarda Revolucionária do Irã que identificavam os ATGs como possíveis alvos de ataques cibernéticos. Em 2023, logo após o ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de outubro, equipamentos que medem a pressão de água em instalações norte-americanas foram hackeados para que as telas mostrassem mensagens anti-Israel, e os principais suspeitos eram hackers ligados à Guarda Revolucionária. No entanto, segundo as autoridades, os hackers não deixaram rastros que possibilitem aos norte-americanos ter certeza quanto à autoria das invasões. Nem o FBI, nem a Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança comentaram o caso.

O chefe da agência de defesa cibernética israelense, Yossi Karadi, disse à CNN que os iranianos aumentaram a quantidade de ataques com hackers desde o início da guerra contra os Estados Unidos e Israel. Ainda que não tenham a mesma capacidade de chineses e russos, os iranianos têm se mostrado adversários capazes, e dispostos a aproveitar qualquer brecha deixada pelos norte-americanos – os ATGs são um caso claro, já que há vários anos o governo dos Estados Unidos vem reforçando a necessidade de proteger esses sistemas, o que teria sido negligenciado por empresas de infraestrutura energética.

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