Trump publica foto mostrando Venezuela como estado dos EUA
Últimas atualizações em 13/05/2026 – 00:14 Por AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (12) uma imagem em seu perfil na rede Truth Social na qual o mapa da Venezuela aparece preenchido com as cores da bandeira americana e acompanhado da legenda “Estado 51”. A publicação ocorreu um dia depois de Trump dizer à emissora Fox News que avalia “seriamente” a possibilidade de incorporar o país sul-americano aos Estados Unidos.
Trump não escreveu nenhum comentário ao publicar a imagem. A montagem também foi replicada pela conta oficial da Casa Branca no X.
A publicação ocorre em meio ao avanço da influência americana sobre a transição política venezuelana após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos EUA em 3 de janeiro. Desde a queda do ditador, a Venezuela é comandada por Delcy Rodríguez, que assumiu o governo interino e decidiu abrir setores da economia, especialmente o petróleo, para uma maior presença americana.
Na entrevista à Fox News nesta segunda-feira (11), Trump afirmou que está “considerando seriamente” transformar a Venezuela no 51º estado americano e citou as reservas de petróleo do país como um dos fatores para tal interesse. Segundo a emissora, o presidente também disse acreditar ser popular entre os venezuelanos.
A fala desta segunda provocou rápida reação de Delcy Rodríguez, que rejeitou a possibilidade de anexação pelos EUA e afirmou, durante agenda em Haia, que a Venezuela continuará defendendo sua “integridade”, “soberania” e “independência”.
A líder opositora venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, também descartou a hipótese de anexação, segundo informou a agência EFE.
Trump já havia mencionado nos últimos meses a possibilidade de anexar ou adquirir outros territórios, como a Groenlândia e até o Canadá.
A possibilidade de transformar a Venezuela em um estado americano enfrentaria barreiras políticas e legais nos EUA. A admissão de um novo estado no país depende de aprovação do Congresso americano e exigiria algum tipo de consentimento do território alvo, cenário que as principais lideranças venezuelanas já rejeitaram publicamente.
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