Lula diz que Trump “não tem direito de ameaçar” outros países
Últimas atualizações em 16/04/2026 – 11:23 Por Gazeta do Povo | Feed
Em entrevista ao jornal espanhol El País publicada nesta quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou seu homólogo americano, Donald Trump, pela guerra dos americanos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro e atualmente em cessar-fogo, e também afirmou que políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não voltarão a governar o Brasil.
Na entrevista, o petista defendeu conversas entre grandes e médias potências para evitar conflitos pelo mundo e disse que falou sobre o tema com o ditador chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o ditador russo, Vladimir Putin, e o presidente francês, Emmanuel Macron.
“O Trump não tem o direito de acordar de manhã e achar que pode ameaçar um país. Ele não foi eleito para isso, o mundo não lhe dá direito disso, a Constituição americana não garante isso e muito menos a Carta da ONU. Então, o que está faltando? Está faltando lideranças políticas assumirem a responsabilidade. Do mundo, não de um país, por mais importante que seja esse país”, acrescentou o petista.
Na entrevista, Lula defendeu o regime de Cuba, onde Trump sugeriu que realizará uma operação militar após o fim da guerra no Irã.
“Não tem explicação um bloqueio durante 70 anos. Se as pessoas que não gostam de Cuba, que não gostam do regime cubano, têm uma preocupação com o povo cubano, por que essas pessoas não se preocupam com o Haiti, que não tem regime comunista? Cuba precisa de chance para fazer as coisas”, disse o petista.
A respeito das tarifas de 50% que os Estados Unidos aplicaram às importações do Brasil no ano passado, que foram suspensas na maior parte devido à inflação dos alimentos nos EUA e a uma decisão de fevereiro da Suprema Corte americana, Lula disse que os argumentos de Trump para impor as sobretaxas não eram “verdadeiros”.
“Resolvi ter muita paciência com relação à taxação do Trump e disse para ele, textualmente, que era importante que dois países governados por dois homens de 80 anos tenham maturidade na hora de conversar”, afirmou o presidente brasileiro. “Dois chefes de Estado não têm que pensar ideologicamente.”
A respeito da eleição presidencial de outubro, na qual as pesquisas indicam que seu principal adversário deve ser o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula disse que está se preparando para um quarto mandato e que sua reeleição é “plenamente possível”.
“Posso te dizer que o bolsonarismo não voltará a governar este país. Porque o povo vai preferir a democracia”, afirmou.
Gazeta do Povo
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