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Maioria dos advogados tem visão negativa do STF

Últimas atualizações em 07/04/2026 – 07:40 Por Gazeta do Povo | Feed

Mais da metade de um grupo de 12.700 advogados paulistas (62,82%, pouco mais de três em cada cinco) avalia negativamente a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo que 15,13% consideram a conduta da Corte negativa e 47,69% muito negativa. Do outro lado, 13,51% avaliam positivamente, sendo 9,86% como positiva e 3,65% como muito positiva. Completando a amostra, 3,84% não têm opinião formada.

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Os dados são de uma pesquisa da comissão de estudos Reforma do Judiciário, da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no estado de São Paulo (OAB) e foram divulgados nesta segunda-feira (6), no seminário Tribunais Superiores, Acesso à Justiça e Confiança no Judiciário, realizado na sede da entidade.

A comissão ainda questionou sobre o modelo de mandato dos ministros. Apenas 8,31% defendem a manutenção do cargo vitalício, enquanto 84,73% (pouco mais de cinco em cada seis) defendem alguma forma de mandato fixo, sendo que 64,10% falam em mandato de oito anos e 10,63% em um mandato maior, de dez anos.

A comissão responsável pelo estudo é formada por dois ex-ministros do STF: Ellen Gracie e Cezar Peluso. Também participam dois ex-ministros da Justiça: José Eduardo Cardozo, que ocupou o cargo durante o governo Dilma (PT), e Miguel Reale Júnior, que esteve no cargo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Participam ainda os ex-presidentes da OAB Patrícia Vanzolini e Cezar Brito e os professores Maria Tereza Sadek, Oscar Vilhena e Alessandra Benedito.

A pesquisa ocorre em meio ao avanço da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda sem sabatina marcada, sua nomeação depende da resolução de uma rusga com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para 81,89% dos advogados ouvidos, a forma como os ministros são escolhidos deveria ser alterada, enquanto 10,23% defendem que se mantenha o rito como está e 7,88% não têm opinião sobre o tema.

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Palco das ações cíveis e criminais do estado de São Paulo, o TJSP ultrapassa a marca de mil dias, em média, para a conclusão de um processo. (Foto: Paulo Santana/TJSP)

Os questionários foram aplicados de dezembro de 2025 a março de 2026, e também buscaram entender quais são, na visão dos advogados, os principais problemas do sistema de Justiça brasileiro. O problema mais apontado como gravíssimo – por 55,63% dos respondentes – foi a demora na tramitação dos processos.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) demonstram que uma ação judicial tramita por, em média, dois anos e três meses. No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) – um dos órgãos em que os advogados paulistas atuam – esse tempo é ainda maior, de cerca de três anos e dez meses. Ainda segundo o levantamento, 24,90% consideram o problema muito relevante, 15,68% consideram relevante, 2,06% julgam pouco relevante e 1,73% não veem problema nisso.

Outro tópico mencionado por mais da metade (50,52%) como gravíssimo é o desrespeito, por parte dos juízes, das regras do jogo processual, fixadas em lei. A este tópico, 19,41% consideram muito relevante, 17,44% relevante, 6,84% pouco relevante e 5,79% não veem nenhum problema.

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