TCU acusa governo Ibaneis de pressionar BC no caso Master
Últimas atualizações em 26/03/2026 – 02:47 Por Gazeta do Povo | Feed
A área técnica do TCU recomendou investigar o governo de Ibaneis Rocha por suspeita de pressionar o Banco Central para aprovar a compra do Banco Master pelo BRB. O governo do Distrito Federal nega irregularidades e afirma que atuou no legítimo direito de proteger o patrimônio público.
Qual é a principal acusação contra o governo do Distrito Federal?
Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que a gestão de Ibaneis Rocha tentou usar a Corte como uma espécie de ‘instância de recurso’. O objetivo seria forçar o Banco Central a autorizar a compra de parte do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), mesmo após o órgão regulador identificar problemas técnicos e riscos na transação financeira.
O que o Banco Central encontrou de errado nessa negociação?
O Banco Central identificou indícios de fraudes e ativos inexistentes em carteiras de crédito que o Banco Master já havia vendido ao BRB anteriormente. Por causa desses riscos e de irregularidades encontradas, o órgão regulador barrou tecnicamente a aquisição de um novo pedaço do banco privado pela instituição pública de Brasília.
Como o governo local tentou intervir no processo?
Em setembro de 2025, o governo distrital acionou o TCU alegando demora excessiva do Banco Central na análise da operação. Assim que o BC negou oficialmente a compra, o GDF entrou com um pedido de liminar urgente para suspender os efeitos dessa decisão, tentando fazer com que o tribunal de contas revisse o entendimento técnico do órgão regulador do sistema financeiro.
Qual é a justificativa oficial do governo Ibaneis Rocha?
O governo do DF afirma que o acionamento do TCU foi legítimo e visava apenas evitar a depreciação do valor de mercado do BRB e proteger sua imagem institucional ante a demora do Banco Central. A gestão nega qualquer pressão indevida e afirma que o banco público possui governança independente para suas decisões comerciais.
Quais são as possíveis consequências dessas investigações?
O relatório da auditoria técnica menciona possíveis violações a princípios como moralidade e eficiência na administração pública. Os documentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do DF para que apurem se houve danos ao dinheiro público ou ‘gestão temerária’ por parte dos envolvidos na tentativa de compra bilionária.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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