Perseguição religiosa no Irã: relato de uma cristã

Últimas atualizações em 20/03/2026 – 23:58 Por Gazeta do Povo | Feed


Bahar Rad, uma cristã iraniana exilada, relata a dura perseguição vivida sob o regime islâmico no Irã. Após a prisão de seu pai por pregar o Evangelho, a família enfrentou vigilância constante e ameaças de morte, o que os levou a fugir para um país vizinho em busca de liberdade religiosa.

Como começou a jornada de fé da família de Bahar Rad no Irã?

A conversão começou quando o pai de Bahar assistiu a um programa cristão em língua persa transmitido via satélite. A partir daí, a vida da família mudou gradualmente. Eles passaram a frequentar igrejas domésticas, que são locais secretos de culto organizados para evitar a detecção pelas autoridades, já que a conversão do islamismo para o cristianismo é punida com severidade pelo regime.

Quais foram os primeiros desafios enfrentados após a conversão?

Inicialmente, a pressão veio de parentes muçulmanos devotos que se opunham à nova fé. Eles humilhavam a família, acusando-os de trair a cultura e as tradições do país. Mais tarde, os riscos aumentaram drasticamente quando o pai de Bahar foi denunciado por um informante oficial e preso por 13 meses devido ao seu trabalho missionário e à fundação de grupos religiosos clandestinos.

Como funciona o monitoramento do regime contra os cristãos?

A vigilância é onipresente. Bahar relata que, após a soltura de seu pai, a família recebia ligações de números desconhecidos detalhando exatamente onde eles tinham estado, como parques ou shoppings. Esse controle psicológico e físico serve para isolar os convertidos e forçá-los a abandonar suas práticas religiosas sob a ameaça direta de execução caso insistam nas atividades.

Quais são as principais dificuldades enfrentadas no exílio?

Viver como refugiado traz desafios como direitos limitados, falta de acesso estável a trabalho, educação e saúde. Além do trauma do deslocamento e da saudade da pátria e de amigos, existe o medo constante de serem mandados de volta ao Irã. Bahar denuncia que a perseguição não termina na fronteira, pois o regime usa recursos externos para tentar monitorar iranianos no exterior.

Qual é a situação atual do cristianismo no Irã?

O país ocupa a 10ª posição na lista mundial de perseguição da ONG Portas Abertas, com níveis considerados extremos. Embora existam minorias religiosas reconhecidas, os muçulmanos que se convertem ao cristianismo não têm proteção legal e enfrentam tortura e prisão. Apesar disso, muitos iranianos mantêm a esperança de que mudanças políticas futuras tragam verdadeira liberdade e justiça para todas as crenças.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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