Temer diz não se arrepender de indicar Moraes ao STF

Últimas atualizações em 18/03/2026 – 02:48 Por Gazeta do Povo | Feed


O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse nesta terça-feira (17) que não se arrepende de ter indicado o ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que, se não fosse a atuação de Moraes, as eleições de 2022 talvez não tivessem ocorrido.

“Se diz que há exagero nas decisões [do STF]. No caso do ministro Alexandre, nomeei e confesso que não me arrependo. Se não fosse ele no passado recente talvez não tivéssemos eleições no país”, afirmou Temer durante o Fórum Pensa Brasil, promovido pela BandNews TV.

O emedebista destacou que o ministro “teve coragem jurídica e até pessoal extraordinárias”. Na eleição presidencial de 2022, Moraes era o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Temer citou as críticas sobre a atuação do ministro em casos de grande repercussão como o inquérito das fake news e da suposta tentativa de golpe de Estado.

“Interessante que não são só redes sociais, a crítica vem de um setor com mais credibilidade, que é a imprensa brasileira… Quando se fala que a ‘liberdade de expressão tem que ser plena’, tem que ser plena, tanto é plena que a imprensa critica muitas vezes o que o Supremo faz”, destacou.

Questionado sobre o tempo de tramitação do inquérito das fake news, que completou sete anos em 2026, Temer disse acreditar que o caso será encerrado em “brevíssimo tempo”.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, participou do evento ao lado do ex-presidente e afirmou que a democracia no Brasil está consolidada, mas doente. Segundo Kassab, a relação entre o Judiciário e o Legislativo “precisa ser aperfeiçoada” para que o país “caminhe com mais harmonia”.

“Não podemos deixar de enxergar que o Judiciário extrapola em inúmeras oportunidades com invasão de competência”, afirmou o dirigente, citando como exemplo as ações sobre emendas parlamentares.

Sou um ex-presidente “popularíssimo”, diz Temer

Temer relatou que, apesar de ter sofrido forte rejeição após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), atualmente é um ex-presidente “popularíssimo”.

Ele disse que conseguiu mexer em “vespeiros”, como as reformas da Previdência e do Ensino Médio, “precisamente em função da impopularidade”.

“Eu não tive preocupação eleitoreira, porque não estava no meu horizonte participar de uma reeleição. Fui um presidente muito impopular, mas em face daquela impopularidade eu fiz tudo isso que eu disse, e hoje sou um ex-presidente popularíssimo”, afirmou.

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