Lula perde espaço até mesmo na esquerda

Últimas atualizações em 14/03/2026 – 03:10 Por Gazeta do Povo | Feed

A entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026 colocou até mesmo a esquerda em dúvida se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a melhor opção para o cargo de presidente da República nos próximos quatro anos. É esse cenário que desponta a partir das pesquisas da Quaest desde dezembro, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) empurrou o filho mais velho para a disputa.

Nas intenções de voto na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o eleitorado que se considera “esquerda não lulista” reduziu o apoio ao petista — a margem de erro da pesquisa para esse público é de 6 pontos percentuais. Em dezembro 93% disseram que votariam em Lula e agora, em março, são 84%, uma queda de 9 pontos percentuais. Parte desse bolo foi para o oponente, que tinha 3% e agora soma 7% nesse público.

A dificuldade do atual presidente fica ainda mais clara quando os independentes — grupo que não se identifica nem com o lulismo nem com o bolsonarismo — expressam suas intenções de voto. Entre eles, 27% disseram neste mês que votariam em Lula, o que representa 10 pontos percentuais a menos do que em dezembro do ano passado. Por outro lado, Flávio cresceu 9 pontos percentuais no período: de 23% para 32%.

A confiança dos esquerdistas não lulistas também fica nítida na pergunta feita pela Quaest se Lula merece continuar mais quatro anos na Presidência da República. Nesse recorte, 23% disseram que não, sendo que em dezembro eram 18%, um crescimento numérico, dentro da margem de erro. Dos que afirmaram que ele merece seguir no cargo, houve uma queda de 78% para 72%.

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Pesquisa Quaest confirma recuo de Lula contra Flávio Bolsonaro

De dezembro de 2025 a março deste ano, Flávio Bolsonaro conseguiu crescer na mesma medida que Lula caiu — isso contando todo o eleitorado entrevistado pela Quaest. Na simulação de segundo turno entre os dois, o senador saiu de 36% das intenções de voto para 41%.

Ao mesmo tempo, Lula caiu de 46% para 41%. Cinco pontos percentuais para um lado e cinco para outro. Isso ocorre enquanto o filho de Jair Bolsonaro consegue furar o público de direita.

No levantamento, por exemplo, o índice de eleitores que dizem conhecer e que votariam em Flávio para presidente subiu de 28% para 36% no período — 9% ainda dizem que não o conhecem. Por outro lado, Lula teve uma queda nesse índice: o índice de 44% que o conhecem e votariam em dezembro passou para 41% em março.

E não é só no segundo turno. Nos mesmos cenários de primeiro turno de dezembro do ano passado e março de 2026, o avanço de Flávio Bolsonaro é visível.

Em um deles, a diferença entre Lula e Flávio caiu 10 pontos percentuais, configurando agora um empate técnico. Outro cenário que mostrava vantagem de 12 pontos percentuais para Lula caiu para 2 pontos percentuais, um empate dentro da margem de erro.

Metodologia das pesquisas citadas

  • Quaest 16/12/2025: A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
  • Quaest 11/3/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-05809/2026.

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