CPMI aprova convocações de cunhado de Vorcaro e rejeita de amiga de Lulinha
Últimas atualizações em 12/03/2026 – 11:29 Por Gazeta do Povo | Feed
A CPMI que investiga o esquema bilionário de fraude no INSS contra aposentados e pensionistas aprovou, nesta quinta (12), as convocações para depoimento do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário e pastor Fabiano Zettel, e da ex-namorada, a modelo Martha Graeff, com quem ele manteve diálogos sobre encontros com altas autoridades da República antes de ser preso no ano passado pela Polícia Federal.
Ainda ligado ao Banco Master, a comissão aprovou a convocação de aliados de Vorcaro, como o ex-diretor Ângelo Ribeiro da Silva, e o ex-diretor de compliance, Luiz Antônio Bull.
Por outro lado, os parlamentares rejeitaram, por 16 votos a 12, a convocação de Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís, conhecido como “Lulinha”, que teria se referido a ele em conversas com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”, que seria o operador de todo o esquema contra beneficiários da Previdência. Investigações apontam a possiblidade de que Lulinha era sócio oculto dele.
Ainda há na pauta de votações dois pedidos de convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cuja gestão teria supostamente autorizado ou facilitado as operações dos bancos, financeiras e associações de aposentados e pensionistas alvos das investigações.
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No caso do Banco Master, a instituição passou a ser alvo da comissão por supostamente ter concedido empréstimos consignados a aposentados e pensionistas de forma irregular, assim como os outros envolvidos no esquema. A CPMI acabou tomando as rédeas – junto da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado – de investigações parlamentares que também abrangem pontos da suposta fraude financeira cometida por Vorcaro enquanto uma CPI específica não é instalada.
“Há uma blindagem quase intransponível [do sistema financeiro em relação a bancos]. Hoje era para estar na comissão dois representantes de bancos. […] Em relação ao sistema financeiro, estamos falando da ordem de mais de R$ 400 bilhões [em consignados] que estão sob escrutínio”, afirmou o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão.
Na véspera, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se reuniu com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reclamar das decisões monocráticas da Corte em relação ao Banco Master e a Lulinha. Isso, porque, sucessivos despachos têm livrado alvos de pedidos de convocação e de quebras de sigilos.
“Tenho insistido que decisões monocráticas vêm atrasando e interferindo no trabalho da CPMI. O Congresso tem o dever constitucional de investigar e dar respostas à população brasileira sobre o que aconteceu na Previdência e no sistema de empréstimos consignados”, afirmou.
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